Aquisição e Permanência da Marcha com Órtese Longa na Mielomeningocele Nível Lombar Alto

  • Aline Martins Isaias Santos Fisioterapeuta, Especialista em Neurofuncional pela Irmandade de Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Clínica de Mielomeningocele da AACD, São Paulo-SP, Brasil.
  • Érica Costa Barbosa Fisioterapeuta, Aperfeiçoamento em Fisioterapia para reabilitação em deficiência física pela AACD, São Paulo-SP, Brasil.
  • Daniela Logar Pinheiro Fisioterapeuta, Clínica de Mielomeningocele e setor escolar da AACD, São Paulo-SP, Brasil.
  • Karen Abreu Torini Fisioterapeuta, Especialista em Neuropediatria pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), Clínica de Mielomeningocele e Lesão Medular infantil da AACD, São Paulo-SP, Brasil.
  • Ana Laura Chang Fisioterapeuta, Especialista em Neuropediatria pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), Clínica de Mielomeningocele da AACD, São Paulo- -SP, Brasil
  • Adriana Bosquê Justo Fisioterapeuta, Clínica de Mielomeningocele da AACD, São Paulo-SP, Brasil.
Palavras-chave: Mielomeningocele, Reabilitação, Marcha

Resumo

Introdução. O objetivo deste estudo foi verificar o tempo médio para aquisição da marcha com órtese longa e aditamentos na Mielomenin­gocele do nível de lesão lombar alto, bem como a duração e os fatores que interferem na permanência desta função ao longo do tempo. Mé­todo. Neste estudo retrospectivo tipo observacional, pacientes foram triados por uma listagem médica, selecionando apenas os com nível lombar alto. Foi aplicado um questionário no paciente e realizado exa­me físico. Resultados. Os pacientes foram separados em grupo 1 (5 a 10 anos e 11 meses) e grupo 2 (11 a 16 anos e 11 meses). Foram in­cluídos 51 pacientes, 28 do grupo 1 e 23 do grupo 2. O tempo médio para aquisição da marcha com órtese longa nos dois grupos foi de 2,1 anos, e foi mantida por 1,9 anos após alta da Fisioterapia. Os fatores que interferiram na marcha foram idade de início e tempo do treino, número de intervenções ortopédicas, deformidades, sobrepeso e mo­tivação. Conclusão. Quanto mais cedo se inicia o treino de marcha em Fisioterapia e quanto mais tempo permanece no mesmo, maior é a permanência dessa função em longo prazo. O abandono da órtese longa ocorre conforme o paciente cresce e almeja por funcionalidade.

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Referências

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Publicado
2013-03-31
Como Citar
Santos, A. M. I., Barbosa, Érica C., Pinheiro, D. L., Torini, K. A., Chang, A. L., & Justo, A. B. (2013). Aquisição e Permanência da Marcha com Órtese Longa na Mielomeningocele Nível Lombar Alto. Revista Neurociências, 21(1), 28-35. https://doi.org/10.34024/rnc.2013.v21.8202
Seção
Artigos Originais