Avaliação e Treinamento Muscular Respiratório na Malformação de Arnold-Chiari Tipo I

Autores

  • Jenifer Cristina Abilel Fisioterapeuta, pós graduada em Fisioterapia Cardiorrespiratória, Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL) – São Paulo (SP), Brasil. 2.Fisioterapeuta, Mestre, Especialista em Fisioterapia Intensiva
  • Fernanda Eugênia Fernandes Cardoso Fisioterapeuta, Mestre, Especialista em Fisioterapia Intensiva e docente do curso de Pós-graduação em Fisioterapia Cardiorrespiratória e Hospitalar da Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL) – São Paulo (SP), Brasil.
  • Edna de Souza Cruz Uematsu Fisioterapeuta, Mestre, Especialista em Estudos Avançados em Fisioterapia, Professora de Fisioterapia Neurofuncional da Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL) – São Paulo (SP), Brasil.
  • Jamili Anbar Torquato Fisioterapeuta, Doutora, Especialista em Fisioterapia Respiratória pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), Coordenadora do Curso de Pós- -graduação em Fisioterapia Cardiorrespiratória e Hospitalar e docente do curso de Fisioterapia e do Programa de Mestrado em Ciências da Saúde da Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL) – São Paulo (SP), Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2013.v21.8189

Palavras-chave:

Malformação de Arnold-Chiari, Fisioterapia, Exercícios Respiratórios

Resumo

Objetivo. Avaliar a eficácia do treinamento respiratório em pacientes com malformação de Arnold-Chiari tipo I submetidos a um programa de exercícios respiratórios específicos. Método. Estudo tipo relato de casos, com participação de 2 indivíduos com malformação de Arnold­-Chiari tipo I, submeti-dos a um programa de treinamento respirató­rio com Threshold™ PEP de segunda a sexta, duas vezes ao dia, com três séries de dez respirações, com intervalo de 1 minuto entre cada série, sendo avaliada a pressão inspiratória máxima (PImáx), pressão expiratória máxima (PEmáx), pico de fluxo expiratório (PFE) e pico de fluxo de tosse (PFT). Resultados. Foi possível ao longo das 8 se­manas de intervenção obter um aumento de 100% no PFT, 64,3% no PFE, 37,5% na PEmáx e 71,7% na PImáx no paciente 2 e manter um padrão respiratório adequado além de aumentar em 16,3% o PFT e 42,9% o PFE do paciente 1. Conclusão. O programa de treina­mento respiratório proposto para os 2 indivíduos com malformação de Arnold-Chiari tipo I apresentou-se como estratégia de intervenção efetiva para prevenir e restabelecer a função respiratória associadas às sequelas da malformação e do imobilismo.

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Publicado

2013-06-30

Como Citar

Abilel, J. C., Cardoso, F. E. F., Uematsu, E. de S. C., & Torquato, J. A. (2013). Avaliação e Treinamento Muscular Respiratório na Malformação de Arnold-Chiari Tipo I. Revista Neurociências, 21(2), 294–301. https://doi.org/10.34024/rnc.2013.v21.8189

Edição

Seção

Relato de Caso

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