Relação do Tempo Máximo de Fonação em Pacientes com Disfagia Secundária a Acidente Vascular Cerebral

Autores

  • Maria Ana de Brito Valim Fonoaudióloga, Mestre em Distúrbios da Comunicação da Universidade Tuiuti do Paraná – UTP, Especialista em Psicopedagogia, Curitiba-PR, Brasil.
  • Ari Leon Jurkiewicz Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP); Professor do Programa de Mestrado e Doutorado Distúrbios da Comunicação pela Universidade Tuiuti do Paraná –UTP, Curitiba-PR, Brasil.
  • Rosane Sampaio Santos Fonoaudióloga, Mestre, Doutoranda pela Universidade Federal do Paraná; Professora do Programa de Mestrado pela UTP, Curitiba-PR, Brasil.
  • Viviane Flumignano Zétola Médica Neurologista pela Universidade de São Paulo. Professora do Depto de Clínica Médica da UFPR. Coordenadora do Programa de Neurologia Vascular do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba- -PR, Brasil.
  • Edna Márcia Abdulmassih Fonoaudióloga, Mestre, Doutoranda pela Universidade Federal do Paraná e Professora do Programa de Especialização pela UTP, Curitiba-PR, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2013.v21.8178

Palavras-chave:

Deglutição, Voz, Aspiração, Transtornos de Deglutição

Resumo

Nos paciente acometidos de acidente vascular cerebral (AVC), a dis­fagia é uma das complicações de maior incidência e pode resultar em pneumonia aspirativa. Objetivo. Relacionar o valor do tempo máxi­mo de fonação (TMF) na emissão da vogal /e/ sustentada em pacien­tes com disfagia neurogênica e a presença de aspiração laringotraqueal. Método. Estudados 38 pacientes adultos, 22 (57,9%) do sexo mas­culino e 16 (48,1%) do sexo feminino, na faixa etária mínima de 40 anos e a máxima de 85 anos. Divididos em grupo menor que 10s e acima ou igual a 10s. Utilizou-se valores do TMF na emissão da vogal /e/ aberta sustentada comparados com achados do exame endoscópico da deglutição. Resultados. A relação do TMF na emissão da vogal /e/ sustentada, nos pacientes com disfagia neurogênica secundária a AVC, não apresentou significância estatística para presença de aspiração la­ringotraqueal. Conclusão. O TMF reduzido não significa presença de aspiração laringotraqueal, tornando ineficaz a sua utilização na prática clínica. Novos estudos são necessários para definir parâmetros de se­gurança na avaliação do paciente com AVC e disfagia neurogênica. de aspiração la­ringotraqueal.

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Referências

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Publicado

2013-06-30

Como Citar

Valim, M. A. de B., Jurkiewicz, A. L., Santos, R. S., Zétola, V. F., & Abdulmassih, E. M. (2013). Relação do Tempo Máximo de Fonação em Pacientes com Disfagia Secundária a Acidente Vascular Cerebral. Revista Neurociências, 21(2), 209–215. https://doi.org/10.34024/rnc.2013.v21.8178

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