Terapia de Restrição e Indução ao Movimento no Membro Superior Parético Crônico

relato de caso

Autores

  • Fernanda Zillig Rodrigues Graduanda em Fisioterapia na PUC - Pontifícia Universidade Católica, Poços de Caldas-MG, Brasil.
  • Greice Kele Alves Marinho Graduanda em Fisioterapia na PUC - Pontifícia Universidade Católica, Poços de Caldas-MG, Brasil.
  • Adriana Teresa Silva Fisioterapeuta, Mestra em Ciências Médicas, docente do curso de fisioterapia da UNIVÁS – Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre-MG, Brasil.
  • Andréia Maria Silva Fisioterapeuta, Doutora em Biologia Oral, docente do curso de fisioterapia da Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL, Alfenas-MG, Brasil.
  • Erika Vieira de Sales Fisioterapeuta, Especialista, docente do curso de fisioterapia da Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL, Alfenas-MG, Brasil.
  • Karina Oliveira Prado Mariano Fisioterapeuta, Especialista, docente do curso de Fisioterapia PUC - Pontifícia Universidade Católica, Poços de Caldas-MG, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2013.v21.8150

Palavras-chave:

Acidente Vascular Cerebral, Hemiparesia, Fisioterapia, Reabilitação

Resumo

Introdução. A Terapia de Restrição e Indução ao movimento (TRIM) consiste na imobilização do membro superior não parético, associado a um treinamento intenso do membro superior parético. Objetivo. O objetivo deste estudo foi verificar o efeito da TRIM na reeducação funcional do membro superior parético após Acidente Vascular Cere­bral (AVC) com 11 anos de lesão. Método. Trata-se de um estudo de caso onde foi selecionada uma paciente com sequelas de hemiparesia espástica a direita e afasia motora decorrente do AVC. Os instrumen­tos utilizados para avaliação foram à escala modificada de Fugl-Meyer, a escala Motor Activity Log (MAL), goniometria, teste muscular ma­nual. Para a intervenção utilizou o TRIM associado ao protocolo de Shaping. Resultados. Houve diferença estatística nos itens mobili­dade, sensibilidade e função motora (p≤0,05), não houve diferença estatística nos itens dor e coordenação/velocidade (p≤0,05) na escala de Fugl-Meyer. Houve diferença estatística tanto qualitativa quanto quantitativa (p=0,00) na escala MAL. Com relação à força muscular e amplitude de movimento houve melhora após a intervenção. Con­clusão. A terapia de restrição e indução ao movimento demonstrou-se efetiva como recurso terapêutico na funcionalidade do membro supe­rior parético da paciente do presente estudo.

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Publicado

2013-12-31

Como Citar

Rodrigues, F. Z., Marinho, G. K. A., Silva, A. T., Silva, A. M., Sales, E. V. de, & Mariano, K. O. P. (2013). Terapia de Restrição e Indução ao Movimento no Membro Superior Parético Crônico: relato de caso. Revista Neurociências, 21(4), 568–573. https://doi.org/10.34024/rnc.2013.v21.8150

Edição

Seção

Relato de Caso

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