Epidemiologia das Doenças Cerebrovasculares em Diamantina, 1998 – 2006

Autores

  • Hércules Ribeiro Leite Fisioterapeuta, Professor Adjunto da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Coari-AM, Brasil.
  • Ana Paula Nogueira Nunes Fisioterapeuta, Mestre em Saúde Pública pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Belo Horizonte-MG, Brasil.
  • José Márcio Mucida Couto Fisioterapeuta, Especialista em Acupuntura, Professora da Universidade Federal do Amazonas, Coari-AM, Brasil.
  • Débora Alves de Ávila Bueno Leite Fisioterapeuta, Especialista em Acupuntura, Professora da Universidade Federal do Amazonas, Coari-AM, Brasil.
  • Paula Aryane Brito Alves Médica Veterinária, Professora Adjunta da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Diamantina-MG, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2013.v21.8139

Palavras-chave:

Acidente Vascular Encefálico, Mortalidade, Epidemiologia

Resumo

As doenças cardiovasculares acarretam taxas de mortalidade propor­cionais a 32,3%, constituindo as principais causas de óbito. Este gru­po é liderado pela doença cerebrovascular (DCV), responsável por um terço das mortes. Objetivo. Analisar alguns aspectos epidemio­lógicos da DCV através da elaboração de coeficientes de mortalidade. Método. Realizou-se um estudo ecológico de séries temporais para intervalo de 1998 a 2006, n o município de Diamantina-MG. Re­sultados. Os resultados mostraram coeficientes de mortalidade por DCV em Diamantina com valores superiores quando comparados a outros do estado de Minas Gerais na maioria dos anos. Quanto ao gênero, entre os anos de 1998 a 2006 houve um maior número de óbitos em homens (340,7/ 100.000 habitantes) em relação às mu­lheres (289,3/100.000 habitantes), maior incidência de óbitos com o avançar da idade em ambos os gêneros, sendo maior em Diamantina (12.750,4/100.000 habitantes) do que no restante do estado de Minas Gerais (9.088,2/100.000 habitantes). Entretanto, a Razão de Morta­lidade Proporcional apresentou: 30-39 (16,67%), 40-49 (17,12%), 50-59 (18,03%), 60-69 (17,44%), 70-79 (17,65%) e 80/mais anos (12,44%). Conclusão. Dessa forma, são necessários estudos que ob­jetivam identificar os fatores associados à mortalidade para que, num segundo momento, possa planejar e implementar políticas de saúde que visem reduzir essa mortalidade.

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Referências

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Publicado

2013-12-31

Como Citar

Leite, H. R., Nunes, A. P. N., Couto, J. M. M., Leite, D. A. de Ávila B., & Alves, P. A. B. (2013). Epidemiologia das Doenças Cerebrovasculares em Diamantina, 1998 – 2006. Revista Neurociências, 21(4), 497–503. https://doi.org/10.34024/rnc.2013.v21.8139

Edição

Seção

Artigos Originais
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