Habilidade Manual de Indivíduos Instrumentistas Comparada com a de Não-Instrumentistas

Autores

  • Aryostennes Miquéias da Silva Ferreira Fisioterapeuta, Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campina Grande- -PB, Brasil.
  • Rafaela Faustino Lacerda de Souza Fisioterapeuta, Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campina Grande- -PB, Brasil.
  • Herta Janine Batista Costa Fisioterapeuta, Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campina Grande- -PB, Brasil.
  • Doralúcia Pedrosa de Araújo Fisioterapeuta, Doutora em Ciências da Saúde, Professora do Departamento de Fisioterapia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campina Grande- PB, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2014.v22.8099

Palavras-chave:

Destreza Motora, Lateralidade Funcional, Plasticidade Neuronal, Aprendizado

Resumo

Objetivo. Descrever a expertise musical dos instrumentistas; verificar a preferência manual em instrumentistas; comparar a habilidade ma­nual destes com a de não instrumentistas e demonstrar sua habilidade da mão não dominante. Método. Pesquisa transversal, quantitativa com seleção amostral aleatória. Participaram 15 instrumentistas e 15 não instrumentistas, do gênero masculino, com idade entre 30 e 59 anos. Foram aplicados: Questionário de Identificação, Inventário de Dominância Lateral de Edinburgo e Purdue Pegboard Test. A análise estatística foi realizada por medidas de tendência central e dispersão, foram utilizados os testes de Shapiro-Wilk para a normalidade dos da­dos e t de Student para comparação entre os grupos, com p<0,05. Resultados. Houve distribuição equivalente da preferência manual entre instrumentistas e não instrumentistas. Os instrumentistas apre­sentaram melhor desempenho do que os não instrumentistas para as mãos dominante (15,76±2,20) e não dominante (14,44±1,68; p<0,001) e quando comparada a mão não dominante dos instrumen­tistas (14,44±1,68) com a mão dominante dos não instrumentistas (12,40±2,24; p=0,009). Conclusão. Em instrumentistas, o compor­tamento relacionado à preferência manual não difere de não instru­mentistas; no entanto, apresentaram quantidade superior de pinos colocados por cada mão. As diferenças no desempenho são evidências de mecanismos neuroplásticos resultantes do aprendizado motor, aos quais os músicos se submetem.

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Referências

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Publicado

2014-06-30

Como Citar

Ferreira, A. M. da S., Souza, R. F. L. de, Costa, H. J. B., & Araújo, D. P. de. (2014). Habilidade Manual de Indivíduos Instrumentistas Comparada com a de Não-Instrumentistas. Revista Neurociências, 22(2), 170–176. https://doi.org/10.34024/rnc.2014.v22.8099

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