Avaliação espacial e temporal do ciclo da marcha nas distrofias musculares

Autores

  • Talita Bastos Araújo Fisioterapeuta, Especialista em Intervenção Fisioterapêutica na Doenças Neuromusculares pela UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Iara Kristine Fagundes Fisioterapeutaixada, Especialista em Intervenção Fisioterapêutica na Doenças Neuromusculares pela UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Francis Meire Fávero Fisioterapeuta, Doutora pela UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil. 4.Neurologista, Doutor, Professor Afiliado pelo Departamento de Neurologia/ Neurocirurgia, UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Acary Souza Bulle Oliveira Neurologista, Doutor, Professor Afiliado pelo Departamento de Neurologia/ Neurocirurgia, UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.
  • Cristina dos Santos Cardoso de Sá Fisioterapeuta, Doutora, Professora do Departamento Ciências do Movimento Humano, UNIFESP, Campus Baixada Santista, Santos-SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2014.v22.8097

Palavras-chave:

Distrofia Muscular, Avaliação da deficiência, Marcha, Distrofia Muscular de Duchenne, Distrofia Muscular de Becker, Distrofia Muscular Facioescapuloumeral

Resumo

Objetivo. Avaliar os parâmetros espaciais e temporais do ciclo da marcha em pacientes com distrofia muscular (DM), e caracterizar os parâmetros espaciais e temporais do ciclo da marcha em pacientes com diferentes DM e com diferentes níveis de classificação na escala de Vignos. Método. Foram avaliados 12 pacientes com DM, sendo oito com distrofia muscular de Duchenne, dois com distrofia muscu­lar de Becker e dois com distrofia Facio-escapulo-umeral, classificou­-se o nível funcional pela escala de Vignos, e os parâmetros espaciais (comprimento da passada, comprimento do passo, largura do passo e ângulo do pé) e temporais (tempo da passada, tempo do passo, cadên­cia e velocidade) do ciclo da marcha. Resultados. Os resultados dos parâmetros espaciais e temporais para os distróficos foram inferiores aos de referência e uma irregularidade e não homogeneidade nos va­lores destes parâmetros em relação ao mesmo Vignos. Conclusão. Há uma piora dos valores encontrados com a progressão da doença para todos os distróficos e não uniformidade dos valores encontrados com os mesmos níveis funcionais.

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Publicado

2014-06-30

Como Citar

Araújo, T. B., Fagundes, I. K., Fávero, F. M., Oliveira, A. S. B., & Sá, C. dos S. C. de. (2014). Avaliação espacial e temporal do ciclo da marcha nas distrofias musculares. Revista Neurociências, 22(2), 286–293. https://doi.org/10.34024/rnc.2014.v22.8097

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