Abordagem da Fisioterapia Aquática na Doença de Parkinson

Estudo de Caso

Autores

  • Cristiane Dias dos Anjos de Souza Fisioterapeuta, Especialista, Fisioterapeuta do setor de Fisioterapia Aquática responsável pela clínica de Lesão Encefálica Adquirida da AACD Central São Paulo-SP, Brasil.
  • Paula Lima Nascimento Fisioterapeuta, Especialista, Fisioterapeuta do setor de Fisioterapia Aquática responsável pela clínica de Lesão Medular da AACD Central São Paulo-SP, Brasil.
  • Alexandre Lara Moraes Fisioterapeuta, Especialista, Supervisor do Setor de Fisioterapia Aquática da AACD, Fisioterapeuta e responsável pelo Setor de Fisioterapia na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Cotia-SP.
  • Douglas Martins Braga Fisioterapeuta, Especialista, Fisioterapeuta do setor de Fisioterapia Aquática da AACD responsável pelas clínicas de poliomielite e doenças neuromusculares, fisioterapeuta do ambulatório de doenças desmielinizantes da UNIFESP, São Paulo-SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2014.v22.8085

Palavras-chave:

Doença de Parkinson, Hidroterapia, Fisioterapia

Resumo

Introdução. Um dos principais sintomas da Doença de Parkinson são as alterações motoras, dentre as quais destaca-se a lentidão na execu­ção das tarefas funcionais. Objetivo. Verificar a interferência da Fi­sioterapia Aquática, com auxílio de um recurso sonoro no controle de tronco e na agilidade do deslocamento com a cadeira de rodas em um paciente com Doença de Parkinson. Método. Participou do estudo um paciente com disgnóstico de Doença de Parkinson, com limitação quanto à locomoção em cadeira de rodas. O protocolo teve duração de 24 sessões em meio líquido, com enfoque em treino funcional na cadeira de rodas e auxílio do metrônomo. Os dados foram coletados pré e pós-intervenção, com utilização de cronômetro e da aplicação da escala de deficiência de tronco em hemiparéticos. Resultados. Foi possível observar a melhora do controle de tronco e, consequente­mente, a melhora do tempo no deslocamento com a cadeira de rodas: inicialmente era de 47 segundos e, no final, passou para 14 segundos. Conclusão. A Fisioterapia Aquática forneceu maior estabilidade e controle de tronco, o que influenciou o deslocamento com a cadeira de rodas, gerando maior agilidade e movimentos mais ritmados. O metrônomo, associado às propriedades físicas

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Publicado

2014-09-30

Edição

Seção

Relato de Caso

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