Estimulação de memória em instituição de longa permanência para idosos

Autores

  • Kátine Marchezan Estivalet Terapeuta Ocupacional, graduada pelo Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Santa Maria-RS, Brasil.
  • Kayla Araújo Ximenes Aguiar Palma Terapeuta Ocupacional, Doutora, Professora Adjunta do Curso de Terapeuta Ocupacional da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Santa Maria- -RS, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2014.v22.8073

Palavras-chave:

Memória, Idosos, Terapia Ocupacional, Institucionalização

Resumo

Objetivo. Sugerir uma possibilidade de intervenção terapêutico-ocu­pacional para idosos, através de atividades de estimulação de memória em Instituição de Longa Permanência para Idosos. Método. Pesquisa quantitativa, de caráter exploratório e descritivo, com participação de oito idosos. Houve pré-avaliação para detectar sintomas de depressão pela Escala de Depressão Geriátrica reduzida (GDS-15) e quadro de­mencial pelo Mini Exame do Estado Mental (MEEM); aplicação de um questionário para descrever o perfil de cada participante. Avaliação da memória, através do Memory Complaint Questionnaire (MAC-Q) e do Span de dígitos direto. Reavaliação com o MAC-Q e o MEEM após 10 sessões de estimulação de memória. Resultados. A maioria da amostra é do sexo feminino, com idades entre 61 e 94 anos, a me­tade é viúvo e com ensino fundamental incompleto. Nota-se que há melhora da capacidade cognitiva pela diferença no escore médio das avaliações do MEEM. No MAC-Q, na comparação do protocolo da primeira avaliação com a segunda, percebe-se que houve melhora nos itens três, cinco e seis e no resultado total. Conclusão. A estimulação de memória é uma possibilidade de intervenção da Terapeuta Ocu­pacional para idosos institucionalizados, em virtude do aumento da capacidade cognitiva.

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Publicado

2014-09-30

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