Uso da realidade virtual no tratamento fisioterapêutico de indivíduos com Síndrome de Down

  • Bruna Cavalcanti de Carvalho Mello Fisioterapeuta pela Faculdade Estácio do Recife, Recife-PE, Brasil.
  • Tayse Figueiredo Ramalho Fisioterapeuta da Faculdade Estácio do Recife, Recife-PE, Brasil.
Palavras-chave: Terapia de Exposição à Realidade Virtual, Modalidades de Fisioterapia, Criança, Adolescente, Síndrome de Down

Resumo

Introdução. A Síndrome de Down (SD) é uma anormalidade genéti­ca que tem como achado mais frequente a hipotonia muscular gene­ralizada e como consequência alterações de equilíbrio dinâmico e de controle postural. A fisioterapia deve atuar precocemente, entretanto, o longo tempo necessário e a pouca motivação gerada pelos métodos tradicionais são apontados como motivo de abandono terapêutico. A Realidade Virtual (RV) surge como instrumento que adiciona um ob­jeto lúdico à terapia e favorece a participação ativa do paciente durante o tratamento. Objetivo. Verificar o que consta na literatura a respeito do uso da RV como auxiliar no tratamento de crianças e adolescen­tes com SD. Método. O presente estudo consistiu em uma revisão de literatura sobre o uso da RV em crianças e adolescentes com SD, realizada entre os meses de junho e setembro de 2013 nas bases de dados eletrônicas Medline, Lilacs, PEDro, Scielo e Google Scholar. Resultado. Foram encontradas 4 publicações que se enquadravam nos critérios de inclusão estabelecidos e todas apresentaram benefícios sig­nificativos do uso da RV nas alterações sensório-motoras em crianças e adolescentes com SD. Conclusão. Foi possível sugerir que a RV é apontada como uma importante ferramenta coadjuvante no trata­mento fisioterapêutico em crianças e adolescentes com SD.

Métricas

Carregando métricas...

Referências

Brandão IM, Fonseca V, Madi RR. Prevalence of people with Down Syndromein Brazil. Scientia Plena 012;8:1-4.

Ministério da Saúde (Brasil), Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Diretrizes de atenção à pessoa com Síndrome de Down. Brasília: Ministério da Saúde, 2012, 62p.

Moreira LMA, El-Hani CN, Gusmão FAF. A Síndrome de Down e sua patogênese: considerações sobre o determinismo genético. Rev Bras Psiquiatr 2000;22:96-9. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462000000200011

Meneguetti CHZ, Blascovi-Assis SM, Deloroso FT, Rodrigues GM. Avaliação do equilíbrio estático de crianças e adolescentes com Síndrome de Down. Rev Bras Fisio 2009;13:230-50. http://dx.doi.org/10.1590/S141335552009005000029Krebs RJ. Análise da marcha em crianças portadoras de Síndrome de Down e crianças normais com idade de 2 a 5 anos. Fisioter Mov 2007;20:79-85.

Carvalho RL, Almeida GL. Controle postural em indivíduos portadores da Síndrome de Down: revisão de literatura. Fisioter Pesq 2008;15:304-8. http://dx.doi.org/10.1590/S1809-29502008000300015

Ribeiro CTM, Ribeiro MG, Araújo APQC, Torres MN, Neves MAO. Perfil do atendimento fisioterapêutico na Síndrome da Down em algumas instituições do município do Rio de Janeiro. Rev Neurocienc 2007;15:114-9.

Corrêa JCF, Oliveira AR, Oliveira CS, Corrêa FI. A existência de alterações neurofisiológicas pode auxiliar na compreensão do papel da hipotonia no desenvolvimento motor dos indivíduos com Síndrome de Down? Fisioterp Pesq 2011;18:377-81. http://dx.doi.org/10.1590/S1809-29502011000400014

Dias RS, Sampaio ILA, Taddeo LS. Fisioterapia X Wii: A introdução do lúdico no processo de reabilitação de pacientes em tratamento fisioterápico. VIII Brazilian Symposium on Games and Digital Entertainment. Rio de Janeiro, 2009, 4p.

Berg P, Becker T, Martian A, Primrose KD, Wingen J. Motor control outcomes following Nintendo Wii use by a child with Down Syndrome. Ped Phys Ther 2012;24:78-84. http://dx.doi.org/10.1097/PEP.0b013e31823e05e6

Abdel-Raman S. Efficacy of virtual reality-based therapy on balance in children with Down Syndrome. World Appl Sci J 2010;10:254-61.

Lin HC, Wuang YP. Strength and agility training in adolescents with Down Syndrome: A randomized controlled trial. Res Dev Disabil 2012;33:2236-44. http://dx.doi.org/10.1016/j.ridd.2012.06.017

Wuang YP, Chiang CS, Su CY, Wang CC. Effectiveness of virtual reality using Wii gaming technology in children with Down Syndrome. Res Dev Disabil 2011;32:312-21. http://dx.doi.org/10.1016/j.ridd.2010.10.002

Monteiro Junior RS, Carvalho RJP, Silva EB, Bastos FG. Efeito da reabilitação virtual em diferentes tipos de tratamento. Rev Bras Cienc 2011;9:56-63. http://dx.doi.org/10.13037/rbcs.vol9n29.1331

Mombarq R, Jelsma D, Hartman E. Effect of Wii-intervention on balance of children with poor motor performance. Res Dev Disabil 2013;34:2996- 3003. http://dx.doi.org/10.1016/j.ridd.2013.06.008

Vernadakis N, Gioftsidou A, Antoniou P, Ioannidis D, Giannousi M. The impact of Nintendo Wii to physical education students’ balance compared to the traditional approaches. Comp Edu 2012;59:196-205. http://dx.doi.org/10.1016/j.compedu.2012.01.003

Bresciani TA, Conto, SM. O impacto da tecnologia Nintendo® Wii no tratamento fisioterapêutico e na satisfação de pacientes em uma clínica do Vale do Taquari. Rev Dest Acad 2012;4:81-95.

Campos IL, Silva LC, Sandoval RA. Avaliação dos parâmetros fisiológicos em indivíduos sedentários através da utilização do Nintendo Wii: estudo de casos. Rev Movim 2011;4:73-80.

Sánchez AEG, Sánchez LAG. La práctica del deporte a través del Wii Nintendo. Rev Raz Pal 2009;69:1-10.

Salem Y, Gropack SJ, Coffin D, Godwin EM. Effectiveness of a low-cost virtual reality system for children with developmental delay: a preliminary randomized single-blind controlled trial. Physiotherapy 2012;98:189-95. http://dx.doi.org/10.1016/j.physio.2012.06.003

Deutsch JE, Borbely M, Filler J, Huhn K, Guarrera-Bowlby P. Use of a low-cost, commercially available gaming console (Wii) for rehabilitation of an adolescent with cerebral palsy. Phys Ther 2008;88:1196-207. http://dx.doi.org/10.2522/ptj.20080062

Schiavinato AM, Machado BC, Pires MA, Baldan C. Influência da realidade virtual no equilíbrio de paciente portador de disfunção cerebelar - Estudo de Caso. Rev Neurocienc 2011;19:119-27.

Sweetser P, Wyeth P. GameFlow: a model for evaluating player enjoyment in games. Comp Entert 2005;3:1-24. http://dx.doi.org/10.1145/1077246.1077253

Publicado
2015-03-31
Como Citar
Mello, B. C. de C., & Ramalho, T. F. (2015). Uso da realidade virtual no tratamento fisioterapêutico de indivíduos com Síndrome de Down. Revista Neurociências, 23(1), 143-149. https://doi.org/10.34024/rnc.2015.v23.8057
Seção
Revisão de Literatura