Efeitos da reabilitação virtual, conceito Bobath e terapia aquática em crianças com paralisia cerebral

  • Letícia Gomes Martins Acadêmica do Curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Goiânia-GO, Brasil.
  • Lara Patrícia Bastos Rocha Acadêmica do Curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Goiânia-GO, Brasil.
  • Thereza Cristina Rodrigues Abdalla Veris Fisioterapeuta, Especialista em Fisioterapia Neurológica, Fisioterapeuta do Centro de Reabil
  • Juliana da Silva Souza Fisioterapeuta, Especialista em Fisioterapia em Neurologia Funcional, Fisioterapeuta do Centro de Orientação, Reabilitação e Assistência ao Encefalopata (CORAE), Goiânia- GO, Brasil.
  • Cejane Oliveira Martins Prudente Fisioterapeuta, Doutora, Docente do Curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e Universidade Estadual de Goiás (UEG), Goiânia- GO, Brasil.
  • Maysa Ferreira Martins Ribeiro Fisioterapeuta, Doutora, Docente do Curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e Universidade Estadual de Goiás (UEG), Goiânia- GO, Brasil.
Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Terapia de Exposição à Realidade Virtual, Fisioterapia, Hidroterapia

Resumo

Objetivo. Analisar os efeitos da reabilitação virtual, do conceito neu­roevolutivo Bobath e da terapia aquática na função motora grossa de crianças com paralisia cerebral. Método. A amostra foi composta por oito crianças com paralisia cerebral, classificadas nos níveis I, II e III do Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS). As crianças foram submetidas a nove meses de intervenção, por meio do conceito neuroevolutivo Bobath, terapia aquática e reabilitação vir­tual. As crianças foram avaliadas por meio da Medição da Função Motora Grossa (GMFM). Resultados. Quatro (50%) crianças eram do sexo feminino e quatro (50%) do sexo masculino, com média de idade de 8,5 anos. Cinco crianças foram classificadas no nível I do GMFCS, uma no nível II e duas no nível III do GMFCS. Observou­-se que as crianças apresentaram evolução (p=0,039) na pontuação total do GMFM, após os nove meses de intervenção. Conclusão. A associação da reabilitação virtual, conceito neuroevolutivo Bobath e terapia aquática promoveu efeitos positivos na função motora grossa das crianças avaliadas.

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Publicado
2015-03-31
Como Citar
Martins, L. G., Rocha, L. P. B., Veris, T. C. R. A., Souza, J. da S., Prudente, C. O. M., & Ribeiro, M. F. M. (2015). Efeitos da reabilitação virtual, conceito Bobath e terapia aquática em crianças com paralisia cerebral. Revista Neurociências, 23(1), 68-73. https://doi.org/10.34024/rnc.2015.v23.8049
Seção
Artigos Originais