Efeito dos inibidores de recaptação da serotonina na plasticidade neural após Acidente Vascular Cerebral

  • Gustavo José Luvizutto Fisioterapeuta, Núcleo de Reabilitação, Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP), Botucatu-SP, Brasil.
  • Rodrigo Bazan Professor de Neurologia do Departamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Botucatu, Botucatu-SP, Brasil.
  • Gabriel Pereira Braga Médico Neurologista da Unidade de AVC da Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP), Botucatu-SP, Brasil.
  • Gustavo Wruck Kuster Médico Neurologista da Escola de Medicina do ABC, Santo André-SP, Brasil.
  • Marcos Cristiano Lange Médico do Departamento de Neurologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba-PR, Brasil.
  • Viviane Flumignan Zetola Professora de Neurologia do Departamento de Neurologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba-PR, Brasil.
Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Farmacoterapia, Inibidores de Receptação de Serotonina, Plasticidade Neuronal, Atividade Motora, Incapacidade Funcional, Reabilitação

Resumo

Introdução. O uso de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRs) tem sido destacado como agentes de neuroplasticidade para recuperação motora e funcional em pacientes após acidente vascular cerebral (AVC). Objetivo. Considerando a disponibilidade desses fár­macos em nosso meio, mesmo no sistema de atendimento público, objetivamos realizar revisão de literatura com intuito de melhor toma­da de decisão. Método. Realizada revisão nas bases de dados até feve­reiro de 2013, foram incluídos estudos que levassem em consideração as propriedades neuroprotetoras, anti-fadiga e efeito na capacidade de recuperação motora após AVC. Resultados. Dentre os estudos ran­domizados e controlados (RCT), observou-se melhora da recuperação motora com uso de Fluoxetina avaliada por meio da Fugl-Meyer Mo­tor Scale após 90 dias de tratamento, melhora da independência fun­cional por meio da escala modificada de Rankin e Índice de Barthel com uso de Nortriptilina, maior ativação no córtex sensório-motor contralateral com uso de paroxetina e nenhum efeito positivo no con­trole da fadiga após AVC. Conclusão. Os estudos sugerem melhor recuperação motora e funcional com o uso dos SSRI. Não foi possível determinar diferença entre os agentes, pois os estudos disponíveis são heterogêneos em diferentes comparações, sendo que essas e outras la­cunas estão sendo abordadas com estudos em andamento

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Publicado
2015-06-30
Como Citar
Luvizutto, G. J., Bazan, R., Braga, G. P., Kuster, G. W., Lange, M. C., & Zetola, V. F. (2015). Efeito dos inibidores de recaptação da serotonina na plasticidade neural após Acidente Vascular Cerebral. Revista Neurociências, 23(2), 291-296. https://doi.org/10.34024/rnc.2015.v23.8035
Seção
Revisão de Literatura