Avaliação muscular eletromiográfica em pacientes com síndrome de Down submetidos à equoterapia

  • Ana Paula Espindula Fisioterapeuta, Doutora, Pós-doutoranda na Universidade Federal do Triângulo Mineiro-UFTM, Fisioterapeuta na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Uberaba). Uberaba-MG, Brasil.
  • Mariane Fernandes Ribeiro Fisioterapeuta, Mestre Fisioterapeuta na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Uberaba). Uberaba-MG, Brasil
  • Luciane Aparecida Pascucci Sande de Souza Fisioterapeuta, Doutora, Professora do Curso de Fisioterapia-UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro). Uberaba-MG, Brasil.
  • Alex Abadio Ferreira Coordenador Clínico e Fisioterapeuta na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Uberaba). Uberaba-MG, Brasil.
  • Vicente de Paula Antunes Teixeira Médico, Doutor, Profes
Palavras-chave: Equoterapia, Terapia Assistida por Cavalos, Terapia por Estimulação Elétrica, Eletromiografia, Síndrome de Down

Resumo

Objetivo. Verificar os efeitos da Equoterapia na ativação muscular da região vertebral e abdominal de pacientes com síndrome de Down (SD). Método. Participaram do estudo 11 praticantes subdivididos em grupos: Down (GD) e Controle (GC). Foram realizadas 27 sessões com duração de 30 minutos, e os registros eletromiográficos foram re­alizados nas seguintes sessões: 1ª, 10ª, 20ª e 27ª. Resultados. Por volta da 10ª sessão a ativação muscular sofreu acomodação. Ao final das ses­sões propostas as crianças com SD apresentaram uma ativação menor quando comparada ao final do tempo das sessões do GC. Os tipos de terrenos utilizados geraram uma ativação semelhante nos músculos dos praticantes estudados, porém o GD apresentou com uma menor ativação comparada ao GC. A musculatura da região cervical foi a mais ativada entre os músculos avaliados em ambos os grupos com predomínio no GC. Conclusões. Sugere-se que a partir da 10ª sessão sejam incluídas atividades associadas ao movimento do cavalo duran­te a terapia para ambos os grupos, e pode haver uma necessidade de tempo superior a 30 minutos de sessão para crianças com síndrome de Down. A Equoterapia contribuiu para uma melhor ativação dos mús­culos estudados, auxiliando assim para uma melhor qualidade de vida.

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Publicado
2015-06-30
Como Citar
Espindula, A. P., Ribeiro, M. F., Souza, L. A. P. S. de, Ferreira, A. A., & Teixeira, V. de P. A. (2015). Avaliação muscular eletromiográfica em pacientes com síndrome de Down submetidos à equoterapia. Revista Neurociências, 23(2), 218-226. https://doi.org/10.34024/rnc.2015.v23.8029
Seção
Artigos Originais