Prevalência de sintomas relacionados ao sono na atenção primária à saúde

  • David Jonatas Carlos Feitosa Graduando em Medicina da Universidade Federal do Acre (UFAC), Rio Branco-AC, Brasil.
  • Sandra Márcia Carvalho de Oliveira Médica, Professora Adjunta do Curso de Medicina, Universidade Federal do Acre (UFAC), Rio Branco-AC, Brasil.
Palavras-chave: Ronco, Apneia Obstrutiva do Sono, Atenção Primária à Saúde

Resumo

Objetivo. Estudar a prevalência dos sintomas relacionados ao sono e os fatores associados na atenção primária à saúde. Método. Estudo transversal incluindo 120 pacientes entre 20 e 70 anos de idade aten­didos em uma Unidade de Saúde da Família da cidade de Rio Branco, Acre. Informações sobre os desfechos e variáveis demográficas, socio­econômicas, comportamentais e antropométricas foram coletadas por meio de questionários. A análise estatística foi realizada utilizando-se o Teste Qui-Quadrado de Pearson ou Teste Exato de Fisher. Resul­tados. A prevalência encontrada de ronco foi de 55%, ronco habitual 37,5%, apneia obstrutiva 7,5% e sonolência diurna excessiva 14,2%. Dos 120 pacientes estudados 33,3% relataram ter má qualidade de sono. O relato de ronco habitual foi maior nos homens, com idade maior a 40 anos e nos obesos. A idade, situação conjugal, IMC, quali­dade do sono e sonolência diurna excessiva tiveram associação com o relado de apneia obstrutiva. A idade, relato de HAS e tabagismo tive­ram associação com o relato de má qualidade de sono. Conclusão. Os sintomas relacionados ao sono têm prevalências elevadas na população estudada, reafirmando consequentemente, a necessidade dos Médicos de Família, estarem alerta para esta patologia de modo a fazerem ade­quadamente o seu diagnóstico e acompanhamento.

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Publicado
2015-06-30
Como Citar
Feitosa, D. J. C., & Oliveira, S. M. C. de. (2015). Prevalência de sintomas relacionados ao sono na atenção primária à saúde. Revista Neurociências, 23(2), 165-172. https://doi.org/10.34024/rnc.2015.v23.8026
Seção
Artigos Originais