Metilfenidato em Crianças no Brasil

Análise Crítica de Publicações Científicas de 2004 a 2014

  • Fernanda Araújo Gomes Martins Estudante de Graduação 7º semestre do curso de Medicina da Unifenas, Belo Horizonte-MG, Brasil.
  • Ályson Jordan Ladislau Estudante de Graduação 7º semestre do curso de Medicina da Unifenas, Belo Horizonte-MG, Brasil.
  • Manuela Kumaira Vilchez Estudante de Graduação 7º semestre do curso de Medicina da Unifenas, Belo Horizonte-MG, Brasil
  • Gabriella Maciel Fiamoncini Estudante de Graduação 7º semestre do curso de Medicina da Unifenas, Belo Horizonte-MG, Brasil.
  • Marcos de Araújo Nunes Ferreira Estudante de Graduação 7º semestre do curso de Medicina da Unifenas, Belo Horizonte-MG, Brasil.
  • Diandra Marcela Karpinski Estudante de Graduação 10° semestre do curso de Medicina da Unifenas, Belo Horizonte-MG, Brasil.
  • Bianca Beatriz Ohde Dalledone Estudante de Graduação 10° semestre do curso de Medicina da Unifenas, Belo Horizonte-MG, Brasil.
  • Nathan Mendes Souza Médico de Família e Comunidade, Doutor, Professor da Escola de Medicina da Universidade Federal de Ouro Preto e da Unifenas, Belo Horizonte-MG, Brasil.
Palavras-chave: Metilfenidato, Transtorno do Déficit Atenção com Hiperatividade, Crianças, Brasil

Resumo

Introdução. O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) compromete desempenho acadêmico, relações sociais e fa­miliares de 3 a 7% dos escolares brasileiros. O Metilfenidato é um estimulante leve do sistema nervoso central, utilizado no tratamento de TDAH, apresentando efeitos em curto e longo prazo já descritos e outros ainda desconhecidos. Objetivo. Analisar a literatura cientí­fica brasileira sobre efeitos do uso do Metilfenidato em escolares com diagnóstico de TDAH. Método. Revisão sistemática com seleção e avaliação metodológica dos artigos incluídos por revisores indepen­dentes. Critérios de inclusão: artigos brasileiros abordando escolares diagnosticados com TDAH utilizando Metilfenidato. Critérios de ex­clusão: artigos anteriores a 2004, amostras de outras faixas etárias ou que não avaliassem efeitos do uso Metilfenidato. Resultados. Incluiu­-se 17 artigos incluindo cinco artigos com média e três com alta qua­lidade metodológica. Conclusões. A base evidenciária produzida no Brasil sobre os efeitos do uso Metilfenidato carece melhor qualidade metodológica. A produção de média a alta qualidade demonstra hete­rogeneidade dos efeitos do Metilfenidato. Faz-se necessário novos en­saios clínicos e coortes com maiores tempo de seguimento, número de crianças representativas do espectro do TDAH, uso de métodos mais objetivos de avaliação de efeitos em escolares e que também abordem o efeito antidependência.

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Publicado
2015-06-30
Como Citar
Martins, F. A. G., Ladislau, Ályson J., Vilchez, M. K., Fiamoncini, G. M., Ferreira, M. de A. N., Karpinski, D. M., Dalledone, B. B. O., & Souza, N. M. (2015). Metilfenidato em Crianças no Brasil. Revista Neurociências, 23(2), 190-204. https://doi.org/10.34024/rnc.2015.v23.8022
Seção
Artigos Originais