Efeito e segurança da mobilização funcional em crianças com Síndrome de Werdnig-Hoffman

relato de caso

Autores

  • Micheli B Saquetto Fisioterapeuta. Mestre. Professor Assistente da Universidade Federal da Bahia. Salvador-BA, Brasil.
  • Ina KS Oliveira Fisioterapeuta. Professora da Faculdade de Tecnologia e Ciências. Vitória da Conquista-BA, Brasil.
  • Juliana B Ferreira Fisioterapeuta. Professora da Faculdade de Tecnologia e Ciências. Vitória da Conquista-BA, Brasil.
  • Cacyane PN Oliveira Médica. Professora Auxiliar da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Vitória da Conquista-BA, Brasil.
  • Cássio MS Silva Fisioterapeuta. Mestre. Professor Assistente da Universidade Federal da Bahia. Salvador-BA, Brasil.
  • Mansueto Gomes Neto Fisioterapeuta. Doutor. Professor Adjunto da Universidade Federal da Bahia. Salvador-BA, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.4181/RNC.2015.23.03.1031.06p

Palavras-chave:

Atrofia Muscular Espinhal, Unidade de Terapia Intensiva, Fisioterapia, Pediatria

Resumo

Objetivo. Investigar os efeitos e a segurança da mobilização funcional para ganho de flexibilidade em crianças com Síndrome de Werdnig­-Hoffman ventiladas cronicamente. Método. Este trabalho é um relato de casos. Trata-se de crianças com diagnóstico de Síndrome de Werdnig-Hoffman, internadas em UTI Pediátrica, utilizando ventilação mecânica invasiva sob traqueostomia. As crianças foram submetidas ao protocolo de mobilização funcional por oito semanas, durante 30 minutos, cinco vezes por semana, baseado no método de neurodesenvolvimento. A flexibilidade foi avaliada semanalmente por meio de medidas goniométricas para flexão dos cotovelos, extensão dos joelhos e dorsiflexão dos tornozelos. A segurança da mobilização foi avaliada antes durante e após o procedimento através das medidas da frequência cardíaca, respiratória e a saturação de oxigênio. Resul­tados. Foram incluídas duas crianças com Síndrome de Werdnig Ho­ffman. Na avaliação inicial a criança (A) com cinco anos e a criança (B) com três anos, possuíam severa hipotonia. Durante a mobilização funcional, não foram observadas alterações nos parâmetros hemodinâ­micos e ventilatórios. As crianças apresentaram maior restrição articu­lar em membros do lado esquerdo. Após oito semanas de mobilização funcional, observou-se ganho na amplitude de movimento articular. Conclusão. A mobilização funcional gerou efeitos positivos na flexibi­lidade, sem repercussões negativas em parâmetros cardiorrespiratórios.

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Publicado

2015-09-30

Como Citar

Saquetto, M. B., Oliveira, I. K., B Ferreira, J., Oliveira, C. P., Silva, C. M., & Neto, M. G. (2015). Efeito e segurança da mobilização funcional em crianças com Síndrome de Werdnig-Hoffman: relato de caso. Revista Neurociências, 23(3), 451–456. https://doi.org/10.4181/RNC.2015.23.03.1031.06p

Edição

Seção

Relato de Caso

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