Análise do gasto energético na Distrofia muscular de Duchenne nos ambientes aquático e terrestre

Autores

  • Kaitiana Martins da Silva Fisioterapeuta, Especializada em Neuropediatra (UFSCar), Mestrado pelo Programa Interdisciplinar em Ciências da Saúde pela UNIFESP, São Paulo- -SP, Brasil.
  • Ricardo Cristian Hengles Fisioterapeuta do Setor de Fisioterapia Aquática da AACD – Ibirapuera, São Paulo-SP, Brasil.
  • Mariana Bettini Verdiani Fisioterapeuta do Setor de Fisioterapia Aquática da AACD – Ibirapuera, São Paulo-SP, Brasil.
  • Marília Escudero Cecconi Fisioterapeuta do Setor de Fisioterapia Aquática da AACD - Campo Grande, São Paulo-SP, Brasil.
  • Fernanda Moraes Rocco Médica Fisiatra, responsável pela Clínica de Doenças Neuromusculares da AACD Central, São Paulo-SP, Brasil.
  • Douglas Martins Braga Fisioterapeuta do Setor de Fisioterapia Aquática da AACD – Ibirapuera, São Paulo-SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2015.v23.8007

Palavras-chave:

Distrofia Muscular de Duchenne, Marcha, Metabolismo Energético, Ambiente Aquático

Resumo

Introdução. A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma do­ença progressiva, caracterizada pela degeneração progressiva das fibras musculares necessitando de maior demanda energética durante as ati­vidades funcionais. Desta forma, é imprescindível a avaliação clínica do gasto energético em diferentes atividades e ambientes. Objetivos. Analisar o gasto energético de crianças com DMD durante a marcha nos ambientes aquático e terrestre. Método. Participaram deste estu­do 8 meninos com DMD (10,4±0,5 anos), deambuladores, colabora­tivo para a realização dos testes, não estavam inseridos em programas de reabilitação e não apresentaram doenças associadas. Foi realizado o Teste de caminhada de 6 minutos e calculamos o índice de gasto energético (IGE) através da fórmula: FC final - FC inicial dividida pela velocidade (metros/segundo), sendo expresso em batimentos/ mi­nuto nos meios aquático e terrestre. Resultados. Observamos que no ambiente aquático os pacientes com DMD percorreram um distância menor, comparado ao solo (p=0,012). Quanto ao Índice de Gasto Energético (IGE), os pacientes com DMD obtiveram uma média no solo de 0,43±0,15 e na água de 3,69±0,44 (p=0,012). Conclusões. Os pacientes percorreram uma distância menor e com um gasto energéti­co maior no ambiente aquático, quando comparado com o terrestre.

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Referências

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Publicado

2015-09-30

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