TUG-ABS Português-Brasil

instrumento para avaliação clínica da mobilidade de hemiparéticos pós-AVC

Autores

  • Christina Danielli Coelho de Morais Fari Fisioterapeuta, Professora adjunta do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte-MG, Brasil.
  • Luci Fuscaldi Teixeira Salmela Fisioterapeuta, Professora titular do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte-MG, Brasil.
  • Priscila Albuquerque de Araújo Fisioterapeuta, Doutora, Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte-MG, Brasil.
  • Janaine Cunha Polese Fisioterapeuta, Doutor, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte-MG, Brasil.
  • Lucas Rodrigues Nascimento Fisioterapeuta, Doutor, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte-MG, Brasil.
  • Sylvie Nadeau Fisioterapeuta, Professora da École de Réadaptation, Faculté de Médecine, Université de Montréal e pesquisadora do Centre de Recherche Interdisciplinaire en réadaptation (CRIR) e do Institut de Réadaptation Gingras-Lindsay- -de- Montréal (IRGLM), Montréal, Québec, Canada.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2015.v23.8005

Palavras-chave:

Fisioterapia, Acidente Vascular Encefálico, Avaliação da Deficiência, Atividades Cotidianas, Limitação da Mobilidade

Resumo

Objetivo. Apresentar a versão em Português-Brasil do Timed “Up and Go” Assessment of Biomechanical Strategies (TUG-ABS), instrumento para avaliação clínica da mobilidade funcional de indivíduos com he­miparesia pós Acidente Vascular Cerebral (AVC), e investigar a sua validade de construto considerando a perspectiva de fisioterapeutas brasileiros da área neurofuncional. Método. Onze fisioterapeutas si­mularam o uso clínico do TUG-ABS com os seus pacientes e res­ponderam a um questionário aberto com questões essenciais para se determinar a validade de construto por métodos contemporâneos. Para análise, foi utilizada metodologia qualitativa. Resultados. Os profissionais foram capazes de apontar informações novas e relevantes ao processo de avaliação e de tomada de decisão clínica ao utilizar o TUG-ABS, de descrever interpretações/julgamentos e ou raciocínios clínicos com base na interpretação dos seus resultados e avaliaram de forma positiva o seu sistema de pontuação. Conclusão. O TUG-ABS demonstrou adequada validade de construto sob a perspectiva de fi­sioterapeutas brasileiros. O instrumento forneceu medidas que dão suporte aos pressupostos teóricos a partir dos quais foi desenvolvido e informações relevantes ao processo de avaliação clínica da mobilidade de hemiparéticos pós-AVC. Portanto, foi reconhecido o valor clínico do TUG-ABS para a identificação de estratégias biomecânicas relacio­nadas à mobilidade funcional de indivíduos hemiparéticos pós-AVC.

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Publicado

2015-09-30

Como Citar

Fari, C. D. C. de M., Salmela, L. F. T., Araújo, P. A. de, Polese, J. C., Nascimento, L. R., & Nadeau, S. (2015). TUG-ABS Português-Brasil: instrumento para avaliação clínica da mobilidade de hemiparéticos pós-AVC. Revista Neurociências, 23(3), 357–367. https://doi.org/10.34024/rnc.2015.v23.8005

Edição

Seção

Artigos Originais
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