Análise clínica e descritiva de traumatismos cranioencefálicos de um hospital em Uberaba-MG

Autores

  • Julia Maria Vergani Fanan Graduando em Fisioterapia pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Uberaba-MG, Brasil.
  • Marcia Souza Volpe Fisioterapeuta, Professor Adjunto da UFTM, Departamento de Fisioterapia Aplicada. Uberaba-MG, Brasil.
  • Gualberto Ruas Fisioterapeuta, Servidor do Curso de Fisioterapia da UFTM. Uberaba-MG, Brasil.
  • Hellen Magela Moreira Fisioterapeuta, Curso de Fisioterapia da UFTM. Uberaba-MG, Brasil.
  • Letícia Brito Mendes Pimenta Fisioterapeuta, Curso de Fisioterapia da UFTM. Uberaba-MG, Brasil.
  • Viníccius Cunha Vaz de Sousa Graduando em Fisioterapia pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Uberaba-MG, Brasil.
  • Luciane Aparecida Pascucci Sande de Souza Fisioterapeuta, Professor Adjunto da UFTM, Departamento de Fisioterapia Aplicada. Uberaba-MG, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2015.v23.8003

Palavras-chave:

Traumatismos Encefálicos, Perfil de Saúde, Epidemiologia

Resumo

Introdução. O trauma tem sido discutido atualmente, sendo uma das principais causas de mor¬bimortalidade e descrito como um problema de saúde pública. O principal trauma e o que causa mais vítimas é o Traumatismo Cranioencefálico (TCE). Este estudo tem por obje­tivo contribuir no conhecimento das características epidemiológicas de TCE em Uberaba-MG. Método. Estudo de corte transversal so­bre características clínicas e epidemiológicas de indivíduos vítimas de TCE internados no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), através da análise de prontuários, no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2013. Resultados. Foram analisados 62 prontuários, sendo maioria do sexo masculino (62,9%), a principal causa de TCE foram as quedas da própria altura (41,93%), a faixa etária mais acometida foi a acima de 60 anos (50%) e o lau­do da tomografia computadorizada mais prevalente foi o Hematoma Subdural (37,09%). Conclusão. Tais achados reforçam as estatísticas encontradas na literatura e ressalta-se a importância de ações preven­tivas e de conscientização para as faixas etárias mais acometidas, abor­dando suas diferentes etiologias.

Métricas

Carregando Métricas ...

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Gaudêncio GT, Leão MG. A Epidemiologia do Traumatismo Crânio-Encefálico: Um Levantamento Bibliográfico no Brasil. Rev Neurocienc 2013; 21:427-34. http://dx.doi.org/10.4181/RNC.2013.21.814.8p

Umphred AD. Fisioterapia Neurológica. 2º Edição. São Paulo: Ed. Manole, 1994, 876p.

Gentile JKA, Hiduro HS, Rojas SSO, Veiga VC, Amaya LEC, Carvalho JC. Condutas no paciente com trauma crânioencefálico. Rev Bras Clin Med 2011;9:74-82.

Adekoya N, Majumder R. Fatal traumatic brain injury. West Virginia, 1989- 1998. Public Health Rep 2004;119:486-92. http://dx.doi.org/10.1016/j.phr.2004.07.006

Santos F, Casagranda LP, Lange C, Farias JC, Pereira PM, Jardim VMR, et al. Traumatismo Crânioencefálico: causas e perfil das vítimas atendidas no pronto socorro de Pelotas/Rio Grande do Sul, Brasil. Rev Min Enferm 2013;17:882-7. http://dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20130064

Jorge MHPM, Koizumi MS. Gastos governamentais por causas externas: análise no Estado de São Paulo, 2000. Rev Bras Epidemiol 2004;7:228-38. http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2004000200012

Fukujima MMO. Traumatismo Crânio Encefálico na Vida do Brasileiro. Rev Neurocienc 2013;21:173-4. http://dx.doi.org/10.4181/RNC.2013.21.855ed.2p

Settrans Realiza Balanço de Acidentes de Trânsito (Endereço na internet). Uberaba: Prefeitura de Uberaba (Atualizado em: 15/01/2014, Acessado em: 11/11/2014). Disponível em: http://www.uberaba.mg.gov.br/portal/conteudo, 30974.

Teasdale G, Jennett B. Assessment of coma and impaired consciousness: a practical scale. Lancet 1974;2:81-4. http://dx.doi.org/10.1016/S0140-6736(74)91639-0

Santos JLG, Garlet ER, Figueira RB, Lima SBS, Prochnow AG. Acidentes e violências: Caracterização dos atendimentos no pronto-socorro de um hospital universitário. Saúde Soc 2008;17:211-8. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902008000300021

Dantas IEF, Oliveira TT, Neto CDM. Epidemiologia do traumatismo cranioencefálico (TCE) no nordeste no ano de 2012. REBES 2012;4:18-23.

Martins ET, Silva TS, Coutinho M. Estudo de 596 casos consecutivos de traumatismo craniano grave em Florianópolis 1994-2001. RBTI 2003;15:15-8.

Parreira JC, Soldá SC, Perlingeiro JAG, Padovese CC, Karakhanian WZ, Assef JC. Análise comparativa de características do trauma em pacientes idosos e não idosos. Rev Assoc Med Bras 2010;56:541-6. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912013000400003

Braga FM, Netto AA, Santos ER, Braga PB. Avaliação de 76 casos de traumatismo crânioencefálico por queda de própria altura atendidos na emergência de um hospital geral. Arq Catarinense Med 2008;37:35-9.

Maia BG, Paula FRP, Cotta GD, Cota MAL, Públio PG, Oliveira H, et al. Perfil Clínico-Epidemiológico das Ocorrências de Traumatismo Crânioencefálico. Rev Neurocienc 2013;21:43-52. http://dx.doi.org/10.4181/RNC.2013.21.786.10p

Canova JCM, Bueno MFR, Oliver CCD, Souza LA, Belati LA, Cesarino CB, Ribeiro RCHM. Traumatismos cranioencefálicos de pacientes vítimas de acidentes de motocicletas. Arq Cienc Saúde 2010;17:9-14.

Bastos YGL, Andrade SM, Soares DA. Características dos acidentes de trânsito e das vítimas atendidas em serviço pré hospitalar em cidade do sul do Brasil, 1997/2000. Cad Saúde Pública 2005;21:815-22. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2005000300015

Oliveira SG, Wibelinger LM, Del Luca R. Traumatismo crânio-encefálico: uma revisão bibliográfica. FisioWeb (WGate) 2005; http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/neuro/traumatismo_tce.htm

Ramos EMS, Silva MKB, Siqueira GR, Vieira RAG, França WLC. Aspectos epidemiológicos dos traumatismos cranioencefálicos atendidos no hospital regional do agreste de Pernambuco de 2006 a 2007. RBPS 2010;23:4-10.

Mota JP, Barja PR. Estudo epidemiológico Traumatismo cranioencefálico realizado no hospital universitário regional de Maringá. IX Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e V Encontro Latino Americano de Pós- -Graduação – Universidade do Vale do Paraíba 2009;1666-9.

Bruns JJ, Hauser WA. The epidemiology of Traumatic Brain Injury: A Review. Epilepsia 2003;44:2-10. http://dx.doi.org/10.1046/j.1528-1157.44.s.1.7.x

Tien HC, Cunha JR, Wu SN, Chughtai T, Tremblay LN, Brenneman FD,et al. Do trauma patients with a Glasgow Coma Scale score of 3 and bilateral fixed and dilate pupils have any chance of survival? J Trauma 2006;60:274-8. http://dx.doi.org/10.1097/01.ta.0000197177.13379.f4

Morgado FL, Rossi LA. Correlação entre a escala de coma de Glasgow e os achados de imagem de tomografia computadorizada em pacientes vítimas de traumatismo cranioencefálico. Radiol Bras 2011;44:35-41. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-39842011000100010

Rocha CMN. Traumatismo cranioencefálico: correlação de dados demográficos, escala de Glasgow e tomografia computadorizada de crânio com a mortalidade em curto prazo na cidade de Maceió, Alagoas (Tese). São Paulo: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 2006, 195p.

Kraus JF, Black MA, Hessol N, Ley P, Rokaw W, Sullivan C, et al. The incidence of acute brain injury and serious impairment in a defined population. Am J Epidemiol 1984;119:186-201

Servadei F, Nasi M, Giuliani G, Cremoni A, Ceni P, Zappi D, et al. CT prognostic factors in acute subdural haematomas: the value of the worst CT scan. Br J Neurosurg 2000;14:100-6. http://dx.doi.org/10.1080/02688690050004525

Andrade AF, Paiva WS, Amorim RLO, Figueiredo EG, Neto ER, Teixeira MJ. Mecanismo de Lesão Cerebral no Traumatismo Crânio-encefálico. Rev Assoc Med Bras 2009;55:75-81. http://dx.doi.org/10.1590/S010442302009000100020

Beatty RA. Subdural haematomas in the elderly: experience with treatment by trephine craniotomy and not closing the dura or replacing the bone plate. Br J Neurosurg 1999;13:60-4.

Pereira CU, Dantas MC, Santos EAS, Santos CMT, Monteiro JTS. Hematoma Subdural Crônico no Idoso. Rev Bras Med 2005;63:331-7.

Feldman RG, Pincus HJ, Mcenlee WJ. Cerebrovascular accident or subdural fluid collection? Arch Inter Med 1963;112:966-76. http://dx.doi.org/10.1001/archinte.1963.03860060178020

Downloads

Publicado

2015-09-30

Como Citar

Fanan, J. M. V., Volpe, M. S., Ruas, G., Moreira, H. M., Pimenta, L. B. M., Sousa, V. C. V. de, & Souza, L. A. P. S. de. (2015). Análise clínica e descritiva de traumatismos cranioencefálicos de um hospital em Uberaba-MG. Revista Neurociências, 23(3), 349–356. https://doi.org/10.34024/rnc.2015.v23.8003

Edição

Seção

Artigos Originais

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)