Fisioterapia motora na Esclerose Lateral Amiotrófica:

estudo descritivo de quatro protocolos de intervenção

  • Thaiana Barbosa Ferreira Fisioterapeuta, Mestranda, Professora substituta do Curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Campus: FACISA, Santa Cruz- -RN, Brasil.
  • Nathalia Priscilla Oliveira Silva Fisioterapeuta, Mestre em Fisioterapia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal-RN, Brasil.
  • Lizianne Juline do Nascimento e Silva Martins Fisioterapeuta pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal- -RN, Brasil.
  • Marcielle Aline de Medeiros Brito Fisioterapeuta pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal- -RN, Brasil.
  • Fabrícia Azevêdo da Costa Cavalcanti Fisioterapeuta, Doutora, Professora Adjunta do Curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte Campus: Central, Natal-RN, Brasil.
Palavras-chave: Esclerose Amiotrófica Lateral, Fisioterapia, Funcionalidade

Resumo

Objetivo. Investigar e descrever quatro protocolos fisioterapêuticos propostos para pacientes com Esclerose Amiotrófica Lateral (ELA), sob o ponto de vista da independência funcional individual do pa­ciente. Método. Estudo descritivo que envolveu quatro indivíduos do sexo masculino com diagnóstico de ELA acompanhados pelo Centro de Referência em DNM/ELA do HUOL - UFRN, situado na cidade de Natal-RN. O pesquisador acompanhou um dia de atendimento fisioterapêutico de todos os participantes e descreveu os protocolos utilizados nestes pacientes através da “Ficha de Descrição de Proto­colos Fisioterapêuticos para pacientes com ELA” de acordo com o observado e relatado pelo Fisioterapeuta responsável. A Medida de Independência Funcional (MIF) foi utilizada para caracterizar o nível funcional dos participantes no dia da visita e após 5 ou 6 meses de tratamento fisioterapêutico. Resultados. Dos quatro indivíduos en­volvidos, em dois foi observado que os protocolos aplicados parecem estabilizar o nível de independência funcional, em um, que a fisiotera­pia parece não intervir no curso progressivo da doença e em um que o ambiente domiciliar pode atuar favoravelmente ao protocolo traçado. Conclusão. Ainda que diante de uma doença progressiva, a Fisiote­rapia Motora parece contribuir favoravelmente com a independência funcional dos pacientes, respeitando a heterogeneidade clínica desta patologia.

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Publicado
2015-12-31
Como Citar
Ferreira, T. B., Silva, N. P. O., Martins, L. J. do N. e S., Brito, M. A. de M., & Cavalcanti, F. A. da C. (2015). Fisioterapia motora na Esclerose Lateral Amiotrófica:. Revista Neurociências, 23(4), 609-616. https://doi.org/10.34024/rnc.2015.v23.7994
Seção
Relato de Caso