Treino muscular respiratório e terapia vibratória em pacientes com doença de Parkinson

  • Andreia Mara Moreira Graduanda em Fisioterapia pela UNIFAL, Alfenas-MG, Brasil.
  • Maria Luiza Cincoetti Galvão Graduanda em Fisioterapia pela UNIFAL, Alfenas-MG, Brasil.
  • Hayslenne Andressa Gonçalves de Araújo Graduanda em Fisioterapia pela UNIFAL, Alfenas-MG, Brasil.
  • Adriana Teresa Silva Fisioterapeuta, Doutora, Docente do curso de Fisioterapia da Universidade do Vale do Sapucaí – UNIVÁS, Pouso Alegre-MG, Brasil.
  • Luciana Maria dos Reis Fisioterapeuta, Doutora, Docente do curso de Fisioterapia da UNIFAL, Alfenas-MG, Brasil.
  • Andréia Maria Silva Fisioterapeuta, Doutora, Docente do curso de Fisioterapia da UNIFAL, Alfenas-MG, Brasil.
  • Carolina Kosour Fisioterapeuta, Doutora, Docente do curso de Fisioterapia da UNIFAL, Alfenas-MG e Professora colaboradora na Disciplina de Fisiologia e Metabologia Cirúrgica, Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas - UNICAMP, Campinas-SP, Brasil.
Palavras-chave: Doença de Parkinson, Músculos Respiratórios, Força Muscular, Vibração

Resumo

Objetivo. Avaliar o efeito do treinamento muscular respiratório com threshold® associado à terapia vibratória do corpo inteiro nos músculos respiratórios em pacientes com Doença de Parkinson (DP). Méto­do. Trata-se de estudo clínico, prospectivo, quase experimental, com amostra de sete pacientes com diagnóstico clínico de DP, ambos os sexos e sem outra doença neurológica associada. A avaliação da força muscular respiratória foi realizada pelo manovacuômetro e o recru­tamento dos músculos respiratórios por eletromiografia. Para o trei­no de resistência muscular respiratória (endurance) foi utilizada carga de 40% da maior medida de PImáx e da PEmáx no threshold®, três vezes na semana. Na plataforma vibratória foi executado protocolo de progressão semanal de frequência, séries, tempo de atividade e es­tímulo visual. Resultados. A média das idades dos participantes foi de 63,28±10,8 anos. Quando comparados pré e pós-intervenção foi observada diferença da PImáx (-50,5±16,2 cmH2O para -70,8±28,5 cmH2O; p=0,05) e da PEmáx (74,2±13,7 cmH2O para 103,4±20,0 cmH2O; p=0,01) nos pacientes avaliados, não sendo observadas al­terações eletromiográficas. Conclusões. Foi observada melhora da performance respiratória após o treino muscular respiratório associado a plataforma vibratória nos indivíduos avaliados com diagnóstico clí­nico de DP.

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Publicado
2015-12-31
Como Citar
Moreira, A. M., Galvão, M. L. C., Araújo, H. A. G. de, Silva, A. T., Reis, L. M. dos, Silva, A. M., & Kosour, C. (2015). Treino muscular respiratório e terapia vibratória em pacientes com doença de Parkinson. Revista Neurociências, 23(4), 479-485. https://doi.org/10.34024/rnc.2015.v23.7990
Seção
Artigos Originais