Diminuição dos principais sinais de TEA em crianças com diagnóstico precoce

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2022.v30.13296

Palavras-chave:

Transtorno do Espectro do Autismo, diagnóstico precoce, remissão de sintomas, , Qualidade de Vida

Resumo

Introdução. A remissão das características do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) em um determinado grupo de indivíduos é um tema que desperta o interesse de pesquisadores e clínicos, seja pela caracterização dos fatores ambientais associados ou pelas questões biológicas inerentes à patologia. Objetivo. O presente estudo intenta trazer evidência da aquisição de resultados ótimos e a diminuição dos sintomas de TEA em crianças que receberam o diagnóstico precoce de TEA na faixa etária dos 18 aos 30 meses. Método. Em um estudo prospectivo em follow-up de 6 casos de crianças diagnosticadas com TEA aos 3 anos, por meio de aplicação de testes e questionários específicos e avaliação clínica multidisciplinar, inseridas em intervenção precoce e, anos mais tarde, reavaliadas sob os mesmos critérios da avaliação inicial. Resultados. Diminuição da maioria dos principais sintomas característicos do TEA, com melhora significativa nas habilidades sociocomunicativas e flexibilização mental, camuflando os comportamentos necessários para o diagnóstico de TEA. Conclusão. Características particulares e específicas associadas ao diagnóstico e à intervenção precoces podem favorecer a atenuação significativa dos sinais e sintomas presentes no TEA.

Métricas

Carregando Métricas ...

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5th ed.) – DSM-5. Washington-DC: American Psychiatric Publishing; 2013.

Fein D, Barton M, Eigsti I-M, Kelley E, Naigles L, Schultz RT, et al. Optimal outcome in individuals with a history of autism. J Child Psychol Psychiatry 2013;54:195-205. https://doi.org/10.1111/jcpp.12037

Anderson DK, Liang JW, Lord C. Predicting young adult outcome among more and less cognitively able individuals with autism spectrum disorders. J Child Psychol Psychiatry 2014;55:485-94. https://doi.org/10.1111/jcpp.12178

Waizbard-Bartov E, Ferrer E, Young GS, Heath B, Rogers S, Wu Nordahl C, et al. Trajectories of Autism Symptom Severity Change During Early Childhood. J Autism Dev Disord 2021;51:227-42. https://doi.org/10.1007/s10803-020-04526-z

Renzo M, Castellbianco FB, Alberto V, Antonio DV, Giovanni C, Vanadia E, et al. Prognostic factors and predictors of outcome in children with autism spectrum disorder: the role of paediatrician. Italian J Pediat 2021;47:67. https://doi.org/10.1186/s13052-021-01008-5

Pellicano E. The development of executive function in autism. Autism Res Treat 2012;2012:146132. https://doi.org/10.1155/2012/146132

Lampreia C, Lima MMR. Instrumento de vigilância precoce do autismo: manual e vídeo. Rio de Janeiro: Editora Loyola; 2011.

Pierce K, Courchesne E, Bacon E. To Screen or Not to Screen for ASD Universally is Not the Question: Why the Task Force Got it Wrong. J Pediat 2016;176:182-94.

https://doi.org/10.1016/j.jpeds.2016.06.004

Reichow B, Hume K, Barton EE, Boyd BA. Early intensive behavioral intervention (EIBI) for young children with autism spectrum disorders (ASD). Cochrane Database of Syst Rev 2018;5:CD009260. https://doi.org/10.1002/14651858.CD009260.pub3

French L, Kennedy EM. Annual Research Review: early intervention for infants and young children with or at risk of autism spectrum disorder: a systematic review. J Child Psychol Psychiatry 2018;59(4):444-56. https://doi.org/10.1111/jcpp.12828

Sacrey LAR, Zwaigenbaum L, Bryson S, Brian J, Smith IM, Roberts W, et al. Parent and clinician agreement regarding early behavioral signs in 12-and 18-month-old infants at risk of Autism Spectrum Disorder. Autism Res 2018;11:539-47.

https://doi.org/10.1002/aur.1920.Epub2018Jan22

Costello EJ, Maughan B. Annual Research Review: optimal outcomes of child and adolescent mental illness. J Child Psychol Psychiatry 2015;56:324-41. https://doi.org/10.1111/jcpp.12371

Georgiades S. Reframing optimal outcomes in autism. JAMA Pediatrics 2018;25:E1-2.

https://doi.org/10.1001/jamapediatrics.2018.1016

Menezes MLN. ADL: avaliação do desenvolvimento da linguagem. Ribeirão Preto: BookToy Ed.; 2004.

Zorzi JL, Hage SRV. PROC: protocolo de observação comportamental – avaliação da linguagem e aspectos cognitivos infantis. São José dos Campos: Pulso Editorial; 2004.

Sato FP, Paula CS, Lowenthal R, Nakano EY, Brunoni D, Schwartzman JS, et al. Instrument to screen cases of pervasive development disorder: a preliminary indication of validity. Brazilian J Psych 2009;31:30-3. https://doi.org/10.1590/s1516-44462009000100008

Marteleto MRF, Pedromonico MRM. Validity of Autism Behavior Checklist (ABC): preliminary study. Brazilian J Psych 2001;27:295-301. https://doi.org/10.1590/S1516-44462005000400008.

Sparrow SS, Cicchetti VD, Balla AD. Vineland adaptive behavior scales (2nd ed.). Circle Pines: American Guidance Service; 2005.

Lord C, Rutter M, Le Couteur A. Autism Diagnostic Interview-Revised: a revised version of a diagnostic interview for caregivers of individuals with possible pervasive developmental disorders. J Autism Dev Disord 1994;24:659-85. https://doi.org/10.1007/BF02172145

McCarty P, Frye RE. Early detection and diagnosis of Autism Spectrum Disorder: why it is so difficult? Sem Pediat Neurology 2020;35:100831. https://doi.org/10.1016/j.spen.2020.100831

Kenyon PB. Ensino em ambientes naturais. In: Duarte CP, Silva LC, Velloso RL (orgs). Estratégias da Análise do Comportamento Aplicada para pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo. São Paulo: Editora Memnon, 2018.

Andrade AA, Oliveira AL, Teixeira IA. Treinamento de pais. In: Camargos Jr W (org). Intervenção precoce no autismo. Belo Horizonte: Editora Artesã; 2017.

Stone WL, Lee EB, Ashford L, Brissie J, Hepburn SL, Coonrod EE, et al. Can autism be diagnosed accurately in children under 3 years? J Child Psychol Psychiatry 1999;40:219-21. https://doi.org/10.1111/1469-7610.00435

Sutera S, Pandey J, Esser EL, Rosenthal MA, Wilson LB, Barton M, et al. Predictors of optimal outocome in toddlers diagnosed with Autism Spectrum Disorders. J. Autism Dev Disor 2007;37:98-107. https://doi.org/10.1007/s10803-006-0340-6

Orinstein AJ, Helt M, Troyb E, Tyson KE, Barton ML, Eigsti, IM, et al. Intervention for optimal outcome in children and adolescents with history of autism. J Dev Beh Pediatrics 2014;35:247-56. https://doi.org/10.1097/DBP.0000000000000037

Iarocci G, Hutchison SM, O’Toole G. Second language exposure, functional communication, and executive functional in children with and without Autism Spectrum Disorder (ASD). J Autism Dev Disord 2017;47:1818-29. https://doi.org/10.1007/s10803-017-3103-7

Ferrari MCO, Horn ME, Chivers DP. Cognitive resonance: when information carry-over constrains cognitive plasticity. Func Eco 2019;33:703-11. https://doi.org/10.1111/1365-2435.13294

Downloads

Publicado

2022-06-21

Como Citar

Arvigo, M. C., & Schwartzman, J. S. (2022). Diminuição dos principais sinais de TEA em crianças com diagnóstico precoce. Revista Neurociências, 30, 1–30. https://doi.org/10.34024/rnc.2022.v30.13296

Edição

Seção

Artigos Originais
Recebido: 2022-01-03
Aceito: 2022-06-01
Publicado: 2022-06-21

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.