Avaliação dos perfis de aprendizagem de estudantes do segundo ano do curso de Fisioterapia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2022.v30.13156

Palavras-chave:

Aprendizagem, Comportamento, Neurociência Cognitiva, Educação Superior

Resumo

Introdução. A neuroeducação estuda as áreas da neurociência cognitiva e da educação com objetivo de melhorar a aprendizagem. Objetivo. Avaliar os processos de aprendizagem em estudantes matriculados no 2º ano do curso de fisioterapia, após a aplicação de aulas teóricas e práticas sobre neurociências. Método. Foram avaliados estudantes matriculados no 2º ano do curso de fisioterapia antes e após a aplicação de 4 aulas teóricas e 4 práticas (previamente gravadas) sobre neurociências com 15-20 minutos de duração cada aula e foram disponibilizados mais 10 minutos para dúvidas e/ou para a realização do preenchimento do formulário e do inventário por meio de Classroom/Google Meet. Após a 1ª aula, o estudante preencheu formulário sociodemográfico e o Inventário de Estilo de Aprendizagem de Kolb (que avalia estilos de aprendizagem). Resultados. 15 estudantes com idade média de 20,3±1,7 anos, 33% do gênero masculino, 93% brancos, 100% dos estudantes gostavam de estudar, 93% estudavam em casa, 100% tinham acesso à internet, 60% utilizam livros impressos para estudar, 73% utilizam livros on-line para estudar e 47% aprendiam com facilidade. Os resultados do Inventário de Kolb indicaram 4 estudantes acomodadores, 7 convergentes, 3 divergentes e 1 assimilador. Após as aulas teóricas e práticas sobre neurociências, 3 estudantes acomodadores, 7 convergentes, 3 divergentes e 2 assimiladores. Conclusões. a maioria dos voluntários se identificavam com o estilo de aprendizagem convergente, ou seja, aprendiam melhor quando evocavam conhecimentos abstratos em situações práticas e objetivas.

Métricas

Carregando Métricas ...

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Lent R. O cérebro aprendiz: neuroplasticidade e educação. São Paulo: Atheneu, 2019.

Oliveira GG. Neurociências e os processos educativos: um saber necessário na formação de professores. Edu Unisinos 2014;18:13-24. http://dx.doi.org/10.4013/edu.2014.181.02

Lundy-Ekman L. Neurociência - Fundamentos para a Reabilitação. 2019; 5th Edition; Grupo GEN, 2019. https://grupogen.vitalsource.com/#/books/9788535292343/

Dubinsky JM, Guzey SS, Schwartz MS, Roehrig G, Macnabb C, Schmied A, et al. Contributions of Neuroscience Knowledge to Teachers and Their Practice. Neuroscientist 2019;25:394-407. http://dx.doi.org/10.1177/1073858419835447

Freire P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

Carvalho FAH. Neurociência e Educação: Uma Articulação Necessária na Formação Docente. Trab Educ Saúde 2010;8:537-50. https://doi.org/10.1590/S1981-77462010000300012

Lima G. Redescoberta da mente na educação: a expansão do aprender e a conquista do conhecimento complexo. Educ Soc 2009;30:151-74. https://doi.org/10.1590/S0101-73302009000100008

Kleim AJ, Jones AT. Principles of Experience-Dependent Neural Plasticity: Implications for Rehabilitation After Brain Damage. J Speech Lang Hear Res 2008;51:S225-39. http://dx.doi.org/10.1044/1092-4388(2008/018)

Kolb AY, Kolb DA. The Kolb Learning Style Inventory—Version 3.1. Technical Specifi cations. Boston: Hay Group. 2005. http://www.whitewater-rescue.com/support/pagepics/lsitechmanual.pdf

Kolb D. Experiential learning: Experience as the source of learning and development. Englewood Cliffs: Prentice-Hall, 1984.

Pena AFR, Cavalcante B, Mioni CC. A Teoria de Kolb: Análise dos estilos de aprendizagem no curso de administração da FECAP. R Liceu On-line 2014;4:64-84. https://liceu.fecap.br/LICEU_ON-LINE/article/view/1719

Zull JE. The Art of Changing The Brain: Enriching The Practice of Teaching by Exploring The Biology of Learning. SCHOLE J Leisure Studies Recr Edu 2002;24:1-181. http://dx.doi.org/10.1080/1937156X.2009.11949644

Koch K, Reess TJ, Rus OG, Zimmer C. Extensive learning is associated with gray matter changes in the right hippocampus. Neuroimage 2016;125:627-32. http://dx.doi.org/10.1016/j.neuroimage.2016.10.056

Schaefer N, Rotermund C, Blumrich EM, Lourenco MV, Joshi P, Hegemann RU, et al. The malleable brain: plasticity of neural circuits and behavior - a review from students to students. J Neurochem 2017;142:790-811. http://dx.doi.org/10.1111/jnc.14107

Stander J, Grimmer K, Brink Y. Learning styles of physiotherapists: a systematic scoping review. BMC Med Educ 2019;19:2. https://doi.org/10.1186/s12909-018-1434-5

Reio TG, Wiswell AK. An Examination of the Factor Structure and Construct Validity of the Gregorc Style Delineator. Edu Psychol Measur 2006;66:489–501. https://doi.org/10.1177/0013164405282459

Mahan JD, Stein DS. Teaching adults-best practices that leverage the emerging understanding of the neurobiology of learning. Curr Probl Pediatr Adolesc Health Care 2014;44:141-9. http://dx.doi.org/10.1016/j.cppeds.2014.01.003

Downloads

Publicado

2022-05-27

Como Citar

Gamenha, R. dos S. ., Pilon, M. P., & Nunciato, A. C. (2022). Avaliação dos perfis de aprendizagem de estudantes do segundo ano do curso de Fisioterapia. Revista Neurociências, 30, 1–26. https://doi.org/10.34024/rnc.2022.v30.13156

Edição

Seção

Artigos Originais
Recebido: 2021-12-20
Aceito: 2022-04-20
Publicado: 2022-05-27

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.