Prática mental e equilíbrio em indivíduos após Acidente Vascular Cerebral isquêmico

  • Janieli Maciel Santana
  • Mariana Duarte de Sousa
  • Silviane Henriques Dantas
  • Eloise de Oliveira Lima Centro Universitário Maurício de Nassau
Palavras-chave: Cognição, Equilíbrio postural, Acidente Vascular Cerebral

Resumo

Introdução. A prática mental (PM) tem sido sugerida como uma possibilidade de terapia auxiliar na reabilitação motora de pacientes com desordens neurológicas. A técnica requer que o paciente mantenha a capacidade de movimento, mas que tenha somente a intenção de realizar alguma tarefa motora. Objetivo. Avaliar a influência da prática mental sobre o equilíbrio de indivíduos com Acidente Vascular Cerebral isquêmico (AVC). Método. Participaram da pesquisa seis pacientes atendidos no setor de neurologia da Clínica Escola da UNINASSAU-CG, com idade média de 56±13,91 anos, sexo masculino. Foram divididos aleatoriamente em dois grupos: grupo que realizou apenas a fisioterapia motora - GFM (n=3) e grupo que realizou a fisioterapia motora e a prática mental - GFM + PM (n=3). Os participantes foram avaliados utilizando o Mini Exame do Estado Mental, Teste de equilíbrio de Berg e Timed Up & Go. Resultados. Não houve diferença entre GFM+PM e GFM em relação ao equilíbrio (p<0.05). Entretanto, observou-se que os dois grupos apresentaram melhoras, sugerindo que o indivíduo pós AVC pode ser beneficiado na recuperação do equilíbrio e na redução do risco de quedas realizando apenas a fisioterapia motora ou realizando a prática mental associada a fisioterapia motora. Conclusões. Reforça-se a importância da adesão do fisioterapeuta a novas técnicas, de modo a interligar os sistemas envolvidos na ativação de áreas corticais relacionadas a realização do movimento que são de extrema importância para a estimulação da plasticidade neuronal.

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Publicado
2020-11-18
Como Citar
Santana, J. M., Sousa, M. D. de, Dantas, S. H., & Lima, E. de O. (2020). Prática mental e equilíbrio em indivíduos após Acidente Vascular Cerebral isquêmico. Revista Neurociências, 28, 1-20. https://doi.org/10.34024/rnc.2020.v28.11030
Seção
Artigos Originais