Prática Mental, Terapia Ocupacional e Reabilitação no Acidente Vascular Cerebral

Autores

  • Thamyres Pereira Alves Universidade Federal do Pará
  • Gabriela Ferraz Jaime Universidade Federal do Pará
  • Adriene Damasceno Seabra Universidade Federal do Pará
  • Glenda Miranda da Paixão Universidade Federal do Pará
  • Kátia Maki Omura Universidade Federal do Pará
  • Otavio Augusto de Araujo Costa Folha Universidade Federal do Pará
  • Marcelo Marques Cardoso Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2020.v28.10738

Palavras-chave:

Prática Mental, Reabilitação, Movimento, Acidente Vascular Cerebral, Terapia Ocupacional, Atividade de Vida Diária

Resumo

Introdução. Sobreviventes de Acidente Vascular Cerebral (AVC) podem ser reabilitados pela Terapia Ocupacional (TO) tradicional ou associada a procedimentos que carecem de exploração, como a Prática Mental (PM). Objetivo. Investigar a eficácia do treinamento de Atividades de Vida Diária (AVDs), mentalmente executadas, como complemento à reabilitação tradicional. Método. Em uma Instituição Federal de Ensino Superior, pacientes sobreviventes de AVC foram distribuídos em: controle (GC) e prática mental (GPM), admissão pelo Mini Exame do Estado Mental e teste baseado no Questionário Revisado de Movimento Imaginário (MIQ-RS). Avaliações e registros: Escala de Força Muscular (MRC), Estesiômetro e Medida de Independência Funcional (MIF). Tratamento: 20 sessões, uma hora de duração (50 minutos fundamentados em AVDs e 10 minutos de PM para o GPM ou de relaxamento para o GC). Resultados. Os testes físicos demonstram recuperação de Componentes dos Desempenho Ocupacional testados no GPM. A MIF atesta ganho funcional e sugere celeridade na reabilitação no GPM. Conclusão. a PM de AVDs, aliada ao programa de reabilitação tradicional, promoveu ganhos físico-funcionais.

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Biografia do Autor

Thamyres Pereira Alves, Universidade Federal do Pará

Graduada em Terapia Ocupacional, Faculdade de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – Instituto de Ciências da Saúde/ Universidade Federal do Pará.

Gabriela Ferraz Jaime, Universidade Federal do Pará

Graduada em Terapia Ocupacional, Faculdade de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – Instituto de Ciências da Saúde/ Universidade Federal do Pará.

Adriene Damasceno Seabra, Universidade Federal do Pará

Graduada em Terapia Ocupacional, Doutoranda em Educação em Ciências e Matemáticas, Docente da Faculdade de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – Instituto de Ciências da Saúde/ Universidade Federal do Pará.

Glenda Miranda da Paixão, Universidade Federal do Pará

Graduada em Terapia Ocupacional, Doutora em Teoria e Pesquisa do Comportamento, Docente da Faculdade de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – Instituto de Ciências da Saúde/ Universidade Federal do Pará.

Kátia Maki Omura, Universidade Federal do Pará

Graduada em Terapia Ocupacional, Doutora em Neurociências, Docente da Faculdade de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – Instituto de Ciências da Saúde/ Universidade Federal do Pará.

Otavio Augusto de Araujo Costa Folha, Universidade Federal do Pará

Graduado em Terapia Ocupacional, Doutor em Terapia Ocupacional, Docente da Faculdade de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – Instituto de Ciências da Saúde/ Universidade Federal do Pará.

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Publicado

2020-12-30

Como Citar

Pereira Alves, T., Ferraz Jaime, G., Damasceno Seabra, A., Miranda da Paixão, G., Maki Omura, K., Augusto de Araujo Costa Folha, O., & Marques Cardoso, M. (2020). Prática Mental, Terapia Ocupacional e Reabilitação no Acidente Vascular Cerebral. Revista Neurociências, 28, 1–25. https://doi.org/10.34024/rnc.2020.v28.10738

Edição

Seção

Artigos Originais
Recebido: 2020-06-05
Aceito: 2020-12-18
Publicado: 2020-12-30

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