Avaliação de força, independência e qualidade de vida do paciente em hemodiálise

  • Alice Martins de Magalhães FUNCESI
  • Deise Aparecida Dias
  • Kênia Kiefer Parreiras de Menezes
  • Luiz César Alves
  • Maykeane Cristina Catarino Ferreira
  • Saulo Freitas da Silva
Palavras-chave: Força muscular, Hemodiálise, Independência funcional, Qualidade de vida

Resumo

Introdução. A doença renal crônica é a perda irreversível da capacidade de filtração glomerular e possui altas taxas de morbimortalidade, pois evolui com anemia, perda de força e resistência. Objetivo. Avaliar força muscular, independência funcional e qualidade de vida dos pacientes atendidos no setor de hemodiálise. Método. O estudo foi realizado no setor de hemodiálise do Hospital Nossa Senhora das Dores, em Itabira. Foi aplicado um questionário padrão em 124 pacientes, contendo dados sócio demográficos, histórico de saúde, avaliação de força de preensão com dinamômetro manual, independência funcional através do Índice de Barthel e qualidade de vida através do Perfil de Saúde de Nottinghan - PSN. Resultados. A média de idade dos indivíduos foi de 57 anos (22 a 90); a maioria (71 pacientes, 57,31%) era do sexo masculino. O tempo de diagnóstico da doença variou de 1 a 276 meses, com média de 52,4 meses. Quase 70% dos avaliados eram hipertensos, 65,3% possuíam insuficiência renal e quase 40% eram diabéticos. A média da nota de independência funcional foi de 91,73 (variou de 20 a 100); a nota da qualidade de vida ficou, na média, 8,65 (de 0 a 30) e a força de preensão variou de 0 a 50 (média 21,45). Conclusão. A análise de correlação mostrou que quanto maior a independência, melhor a qualidade de vida - QV; quanto maior a força, maior a independência e a QV. Os fatores que mais influenciaram na QV foram independência, força muscular e idade.

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Publicado
2020-10-26
Como Citar
Martins de Magalhães, A., Dias, D. A., Menezes, K. K. P. de, Alves, L. C., Ferreira, M. C. C., & Silva, S. F. da. (2020). Avaliação de força, independência e qualidade de vida do paciente em hemodiálise. Revista Neurociências, 28, 1-24. https://doi.org/10.34024/rnc.2020.v28.10681
Seção
Artigos Originais