Atuação Fisioterapêutica na Lesão Medular em Unidade de Terapia Intensiva

Atualização de Literatura

  • Lucas Lima Ferreira
  • Laís Helena Carvalho Marino
  • imone Cavenaghi
Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinhal, Unidades de Terapia Intensiva, Modalidades de Fisioterapia

Resumo

Objetivo. Agrupar e atualizar conhecimentos em relação à atuação fisioterapêutica no trauma raquimedular (TRM) em unidade de terapia intensiva (UTI). Método. Foi realizada atualização de literatura nas bases de dados Lilacs, PubMed e Scielo, cruzando os descritores spinal cord injury, cinesiotherapy, physiotherapy, mobilization, rehabilitation, intensive care unit, respiratory therapy e electrotherapy, no período de 2005 a 2010. Resultados. Foram encontrados 21 estudos, porém, apenas cinco artigos preencheram os critérios de inclusão. A cinesioterapia é imprescindível desde a fase de choque medular, pois favorece a manutenção da amplitude de movimento articular e flexibilidade, além de prevenir complicações circulatórias decorrentes da imobilização prolongada no leito. A fisioterapia respiratória promove a higiene brônquica, correção de padrões ventilatórios anormais e de algumas patologias respiratórias. A eletroterapia é um recurso ainda pouco utilizado por fisioterapeutas no setor de cuidados intensivos. Conclusões. A atuação fisioterapêutica no TRM em UTI encontra-se focada na reabilitação motora por meio da cinesioterapia e na intervenção respiratória por meio da higiene brônquica e treinamento dos músculos respiratórios. Novas modalidades de tratamento, como a eletroterapia, têm surgido no ambiente intensivo, porém há necessidade de maiores estudos para confirmar benefícios e riscos deste recurso nos lesados medulares.

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Publicado
2012-12-31
Como Citar
Ferreira, L. L., Marino, L. H. C., & Cavenaghi, imone. (2012). Atuação Fisioterapêutica na Lesão Medular em Unidade de Terapia Intensiva. Revista Neurociências, 20(4), 612-617. https://doi.org/10.34024/rnc.2012.v20.10338
Seção
Artigos de Revisão

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