Orientalismo e construção colonial da simpatia

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Lorenzo Macagno

Resumo

O artigo indaga as narrativas de simpatia que, durante o período tardo-colonial, construíram-se em torno dos chineses de Moçambique. A partir dessa experiência histórica específica, o ensaio explora as afinidades entre o orientalismo e o lusotropicalismo. Para tanto, parte do pressuposto de que tanto a imaginação orientalista quanto a lusotropicalista englobam um paradoxo intrínseco: aproximam e empatizam ao mesmo tempo que exotizam e marcam diferenças. Essa operação de aproximação-distanciamento foi realizada, sobretudo, pelos cronistas da época, que enxergavam os chineses como “bons portugueses” e bons esportistas. O esporte (as corporalidades, as sensualidades, as sociabilidades) foi o mapa cognitivo a partir do qual era possível ler e interpretar o caráter, o modo de ser e o ethos dos luso-chineses de Moçambique.

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Como Citar
MACAGNO, L. Orientalismo e construção colonial da simpatia. EXILIUM Revista de Estudos da Contemporaneidade, [S. l.], v. 4, n. 6, p. 99–123, 2023. DOI: 10.34024/exilium.v4i6.15227. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/15227. Acesso em: 29 nov. 2023.
Seção
Dossiê
Biografia do Autor

Lorenzo Macagno, Universidade Federal do Paraná

Professor titular do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná, Brasil, e investigador colaborador do CESA (ISEG/ULisboa) desde 2019. Foi bolseiro de várias instituições, dentre elas: Fundação Calouste Gulbenkian; SEPHIS (The South-South Exchange Programme for Research on the History of Development); Fondation Maison des sciences de l’homme (Programme HERMES). Entre 2017 e 2018, foi director regional (região Sul) da Associação Brasileira de Antropologia (ABA).