Xangô vai à Meca: Islã, comércio e as religiões tradicionais iorubás

Autores

  • Murilo Sebe Bon Meihy Universidade Federal do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.34024/exilium.2020.v.11290

Palavras-chave:

Islã, Iorubá, Orixá, Comércio, África Ocidental

Resumo

A presença e disseminação do Islã na África não podem ser reduzidas às ações militares e ao uso da violência que caracteriza o ativismo político islâmico atual. Uma dimensão dessa expansão religiosa a ser considerada é o caráter cultural do Islã trazido para a África Ocidental por meio das rotas comerciais vindas do norte do continente. Ao analisar a presença islâmica entre os Iorubás, esse artigo destaca a especificidade simbiótica dessa experiência, ressaltando a formação de uma identidade religiosa plural nessa região, pois o Islã passa a ser negociado como elemento de reconstrução da narrativa sobre orixás, como Oduduwa e Sango. Portanto, conceitos de análise como “conversão” e “jihadismo” devem ser substituídos por categorias menos restritivas como simbiose e integração.

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Publicado

2020-10-09

Como Citar

Sebe Bon Meihy, M. (2020). Xangô vai à Meca: Islã, comércio e as religiões tradicionais iorubás. Exilium Revista De Estudos Da Contemporaneidade, 1(1), 35–55. https://doi.org/10.34024/exilium.2020.v.11290