Xangô vai à Meca: Islã, comércio e as religiões tradicionais iorubás

Conteúdo do artigo principal

Murilo Sebe Bon Meihy

Resumo

A presença e disseminação do Islã na África não podem ser reduzidas às ações militares e ao uso da violência que caracteriza o ativismo político islâmico atual. Uma dimensão dessa expansão religiosa a ser considerada é o caráter cultural do Islã trazido para a África Ocidental por meio das rotas comerciais vindas do norte do continente. Ao analisar a presença islâmica entre os Iorubás, esse artigo destaca a especificidade simbiótica dessa experiência, ressaltando a formação de uma identidade religiosa plural nessa região, pois o Islã passa a ser negociado como elemento de reconstrução da narrativa sobre orixás, como Oduduwa e Sango. Portanto, conceitos de análise como “conversão” e “jihadismo” devem ser substituídos por categorias menos restritivas como simbiose e integração.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Detalhes do artigo

Como Citar
SEBE BON MEIHY, M. Xangô vai à Meca: Islã, comércio e as religiões tradicionais iorubás. EXILIUM Revista de Estudos da Contemporaneidade, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 35–55, 2020. DOI: 10.34024/exilium.2020.v.11290. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/11290. Acesso em: 25 maio. 2022.
Seção
Oriente e Ocidente