PANORAMA DA OFERTA DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NOS SERVIÇOS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

Autores

  • GABRIELLA CUNHA ALKMIN Prefeitura Municipal de São Paulo https://orcid.org/0000-0002-1784-4029
  • Dra. KARINA PAVÃO PATRÍCIO Professora do Departamento de Saúde Pública da Faculdade de Medicina de Botucatu e orientadora no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (FMB/UNESP) https://orcid.org/0000-0003-2112-5956
  • Dra. PATRICIA RODRIGUES SANINE Consultora da Organização Panamericana de Saúde Pública. Professora e orientadora do Mestrado Profissional em Saúde da Família e no Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva – UNESP https://orcid.org/0000-0002-7668-0327

Resumo

Desde a década de 1970, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem incentivado o uso das Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas como mecanismos para alcançar uma atenção integral. Desde 2006, o Brasil possui uma política nacional de Práticas Integrativas e Complementares no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). No município de São Paulo, desde 2009 esta abordagem é incentivada por diretrizes publicadas em portaria municipal. Assim, reconhecendo os benefícios e incentivo da gestão municipal, o presente trabalho objetivou avaliar como encontra-se a oferta das Práticas Integrativas e Complementares (PIC) na rotina dos serviços de Atenção Primária (APS) do município de São Paulo. Refere-se a pesquisa avaliativa com dados do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) no ano de 2018. Foram avaliadas 1.086 equipes que permitiram constatar que as PIC mais ofertadas foram a Medicina Tradicional Chinesa e/ou Auriculoterapia (62,0%), seguido da dança circular (42,3%), enquanto o Sistema Rio Aberto, quiropraxia e osteopatia foram as menos ofertadas (1,0%). As equipes localizadas na Coordenadoria Regional de Saúde Centro-Oeste foram quem mais as utilizam, além de ofertar maior variedade. Concluiu-se que apesar dos incentivos tanto federais, quanto municipais, as PIC, ainda, encontram-se pouco incorporadas nas práticas das equipes, exigindo maiores incentivos em documentos orientadores e capacitação dos profissionais, além de ampliação do conhecimento e acesso dos usuários aos seus benefícios.

Palavras-chave: Avaliação em saúde; Atenção primária à saúde; Terapias complementares.

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Biografia do Autor

Dra. KARINA PAVÃO PATRÍCIO, Professora do Departamento de Saúde Pública da Faculdade de Medicina de Botucatu e orientadora no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (FMB/UNESP)

Karina Pavão Patrício é graduada em Medicina pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP (1995), Residência Médica em Saúde Pública na mesma Instituição (1997-2000), especialização em Homeopatia pelo Instituto Francois Lamasson (1996-1998). Tem mestrado em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biociências da UNESP/Botucatu e doutorado em Saúde Ambiental pela Universidade de São Paulo - USP (2006). Atualmente é Professora Doutora do Departamento de Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UNESP/Botucatu.Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Saúde Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: saúde sustentável, práticas integrativas e complementares, segurança alimentar, educação médica, vigilância em saúde.

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Publicado

2020-12-31

Como Citar

ALKMIN, G. C., PATRÍCIO, K. P., & SANINE, P. R. (2020). PANORAMA DA OFERTA DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NOS SERVIÇOS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. Revista Internacional De Debates Da Administração &Amp; Públicas - RIDAP, 5(1), 40–60. Recuperado de https://periodicos.unifesp.br/index.php/RIDAP/article/view/12169