Theatre of Imagined Forms

Colonial Indigenous Representation in the Paintings of Albert Eckhout

Authors

DOI:

https://doi.org/10.34024/q9dhyp23

Keywords:

Indigenous peoples, Colonial imaginary, Albert Eckhout

Abstract

This article examines the paintings of Albert Eckhout in the context of the Dutch occupation of Brazil, analyzing how his images transformed Indigenous peoples into a central allegorical figure within the colonial imaginary. Grounded in a circumstantial realism and an aesthetic of verisimilitude, Eckhout established a visual regime that organized territory and bodies according to classificatory principles intelligible to the European gaze. By articulating science, art, and power, his work instituted a theatre of forms in which difference was domesticated, converted into social types, and integrated into a civilizational narrative. In this process, the Indigenous figure emerges as both presence and absence, origin and erasure, revealing the constitutive ambiguity of the colonial project. The analysis argues that Eckhout’s iconography exceeds documentary representation, functioning as an epistemological device that contributed to a lasting visual tradition in the construction of Brazilian identity.

0 0

Author Biography

  • FRANCISCO REGO, UNIVASF

    Professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural (Pós-Crítica/UNEB). Pós-doutorando em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), mestre em Crítica Cultural pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e especialista em Ciência Política pelo IUPERJ/UCAM. Sua pesquisa concentra-se no documentário e na história do cinema, explorando as relações entre imagem, memória e narrativa no Brasil, com atenção ao documentário indígena, à teoria e à análise fílmica, bem como às representações dos povos indígenas ao longo da história do país.

References

Alpers, S. (1999). A arte de descrever: A arte holandesa no século XVII (A. P. Danesi, Trad.). Edusp.

Brienen, R. P. (2006). Visions of savage paradise: Albert Eckhout, court painter in colonial Dutch Brazil. Amsterdam University Press.

Cardim, F. (1980). Tratados da terra e gente do Brasil. Itatiaia; Edusp.

Chicangana-Bayona, Y. A. (2008). Os tupis e os tapuias de Eckhout: O declínio da imagem renascentista do índio. Varia Historia, 24(40), 591–612.

Cunha, M. C. da. (2009). História dos índios no Brasil (2ª ed.). Companhia das Letras.

Gandavo, P. de M. (1980). Tratado da terra do Brasil; História da Província Santa Cruz. Itatiaia; Edusp.

Holanda, S. B. de. (2010). Visão do paraíso: Os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil. Companhia das Letras.

Marcgraf, G., & Piso, W. (1648). Historia naturalis Brasiliae. Franciscum Hackium & Lud. Elzevirium.

Martius, C. F. P. von. (1845). Como se deve escrever a história do Brasil. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, 6, 381–403.

Mello, E. C. de. (2010). O negócio do Brasil: Portugal, os Países Baixos e o Nordeste, 1641–1669. Companhia das Letras.

Mello, J. A. G. de. (2001). Tempo dos flamengos: Influência da ocupação holandesa na vida e na cultura do Norte do Brasil (4ª ed.). CEPE.

Sousa, G. S. de. (1971). Tratado descritivo do Brasil em 1587. Itatiaia; Edusp.

Varnhagen, F. A. de. (1975). História geral do Brasil (7ª ed.). Melhoramentos.

Vieira, A. (2000). Sermões. Hedra.

Published

2026-08-07

How to Cite

REGO, F. (2026). Theatre of Imagined Forms: Colonial Indigenous Representation in the Paintings of Albert Eckhout. Imagem: Revista De História Da Arte, 8(1), e21787. https://doi.org/10.34024/q9dhyp23
Received 2026-01-20
Accepted 2026-06-27
Published 2026-08-07