Fontes para o estudo das ações escravas em Campinas (Revolta do Monjolinho, 1819)
DOI:
https://doi.org/10.34024/fontes.2026.v13.21504Palavras-chave:
Revolta escrava, São Paulo colonial, Engenho do MonjolinhoResumo
Nos estudos sobre ações escravas em São Paulo, destacam-se os recortes temporais que avançam sobre o momento de expansão e consolidação das fazendas de café. O período da lavoura canavieira tem recebido menos atenção, sobretudo em termos da rebeldia escrava. Nesse sentido, apresenta-se aqui a transcrição de duas representações, datadas de fevereiro de 1819, feitas pela Câmara de São Carlos e pelo Brigadeiro Luis Antonio de Sousa, disponíveis no Arquivo Público do Estado de São Paulo (Apesp), em torno de um episódio conhecido como “Revolta do Monjolinho”. Com isso, o objetivo está em ampliar o olhar sobre as movimentações escravas no começo do século XIX em São Paulo, na medida em que essas fontes complementam aquelas já transcritas e publicadas nos Documentos interessantes para a história e costumes de São Paulo sobre o mesmo episódio. Assim, será possível aprofundar os estudos sobre a rebeldia escrava no Oeste Paulista, a região canavieira mais pujante de toda a capitania.
Downloads
Referências
BRUNO, Ernani (org.). Roteiros e notícias de São Paulo colonial: 1751-1804. São Paulo: Governo do Estado, 1977.
DAMACENO, Daniel. Os “facciosos” de São Paulo (considerações acerca da Bernarda de Francisco Ignácio) 23.05.1822 - 25.09.1822. Dissertação de Mestrado em História: Universidade de São Paulo, 1993.
DOCUMENTOS interessantes para a história e costumes de São Paulo: ofícios, bandos e portarias dos senhores governadores interinos da capitania de São Paulo. Anos 1817 a 1819. São Paulo: Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo, 1963. v. 88.
LEONZO, Nanci. Defesa militar e controle social na capitania de São Paulo: as milícias. Tese de Doutorado em História: Universidade de São Paulo, 1979.
LEONZO, Nanci. “Um empresário nas milícias paulistas: o Brigadeiro Luís Antonio de Souza”. In: Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, XXX (1981), pp. 241–254, 1981.
LUNA, Francisco; KLEIN, Herbert. Evolução da sociedade e economia escravista de São Paulo, de 1750 a 1850. São Paulo: Ed. USP, 2024.
MACHADO, Maria Helena. Crime e escravidão: trabalho, luta e resistências nas lavouras paulistas. 2. ed. São Paulo: Ed. USP, 2018.
MACHADO, Maria Helena. O Plano e o Pânico: os movimentos sociais na década da Abolição. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ e Ed. USP, 1994.
MENDES, André Oliva. São Paulo e seus documentos interessantes: representações e patrimonialização da história paulista. Curitiba: Appris, 2019.
MOURA, Clóvis. Dicionário da escravidão negra no Brasil. São Paulo: Ed. USP, 2022.
MOURA, Clóvis. Rebeliões da senzala: quilombos, insurreições e guerrilhas. 6. ed. São Paulo: Anita Garibaldi, 2021.
PETRONE, Maria. “O desprezado ‘ciclo do açúcar’ paulista (1765-1850)”. In: ODÁLIA, Nilo; CALDEIRA, João Ricardo (org.). História do Estado de São Paulo: a formação da unidade paulista. São Paulo: Ed. da UNESP, Imprensa Oficial, Arquivo Público do Estado, 2010, v. 1, pp.
PIROLA, Ricardo. Senzala insurgente: malungos, parentes e rebeldes nas fazendas de Campinas (1832). Campinas: Ed. Unicamp, 2011.
REIS, João José. Rebelião escrava no Brasil: a história do levante dos malês em 1835. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
SLENES, Robert W. Na senzala, uma flor: esperanças e recordações na formação da família escrava: Brasil Sudeste, século XIX. 2. ed. Campinas: Ed. Unicamp, 2011.
TORRES, Maria Celestina Teixeira Mendes. Um lavrador paulista do tempo do império. Piracicaba: Equilíbrio, 2010.
XAVIER, Regina Célia Lima. A conquista da liberdade: libertos em Campinas na segunda metade do século XIX. Campinas: CMU/Ed. Unicamp, 1996.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Arthur Harder Reis

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Revista de Fontes está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.





