Um apelo pela abolição: o memorial da Sociedade dos Amigos aos monarcas do mundo ocidental (1849-1853)
DOI:
https://doi.org/10.34024/fontes.2026.v13.21383Palavras-chave:
Abolição, Inglaterra, Quaker, Século XIXResumo
A Sociedade dos Amigos — mais conhecida como o movimento quaker — constituiu uma vertente radical do cristianismo protestante e participou ativamente dos debates em torno da abolição do cativeiro de africanos e seus descendentes. Desde as primeiras décadas do século XVIII, os quakers assumiram uma postura pró-emancipacionista e, anos depois, buscaram ocupar um lugar de destaque no movimento abolicionista britânico do século XIX. Em 1849, decidiram redigir um memorial abolicionista destinado aos principais monarcas e autoridades do mundo ocidental. A historiografia especializada tem indicado que o documento circulou por diferentes espaços do Atlântico ao longo do século XIX, atravessando a Europa e as Américas e estabelecendo contato com diversos agentes políticos. O objetivo deste artigo é, portanto, apresentar a tradução do Memorial abolicionista elaborado pelos quakers, acompanhada de um prefácio que busca reconstruir sua trajetória entre a Europa e as Américas, destacando os diferentes contextos e agentes que participaram de sua disseminação.
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