Conselho, paratexto e política: o papel das dedicatórias na comunicação política portuguesa (1580-1640)
DOI:
https://doi.org/10.34024/fontes.2025.v12.20884Palavras-chave:
Dedicatórias, Comunicação política, Monarquia HispânicaResumo
No presente artigo, analiso o papel das dedicatórias em livros portugueses, produzidos entre 1580 e 1640, destacando sua função como instrumentos de comunicação política no contexto da Monarquia Hispânica. Por meio do exame de dedicatórias dirigidas a reis, vice-reis e membros dos conselhos régios, proponho que esses paratextos não se limitavam a fórmulas de patronato ou exórdio retórico, mas eram frequentemente utilizados para a apresentação de conselhos, propostas e críticas políticas. Podemos considerar que esses elementos paratextuais, ao expressarem redes de poder e expectativas sociais, constituem fontes relevantes para a compreensão das práticas políticas e culturais no Portugal moderno.
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