De muitos, um Paixões fascistas, alterocídio e o (des)empoderamento do zé-ninguém
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Resumo
O que leva as massas a aderir ao ódio programático pelo outro, em suas múltiplas formas? Qual o apelo exercido por regimes autoritários junto ao cidadão comum? Quais condições tornam possível o florescimento de paixões fascistas no âmago mesmo de sociedades democráticas? Essas são algumas das questões irradiadoras que compõem o fio condutor deste artigo. Com base em um enquadramento oferecido por Judith Butler em seu esforço de desvendar os modos de operação de movimentos alterocidas abrigados pelo guarda-chuva antigênero, busca-se estabelecer interlocuções críticas entre Wilhelm Reich, Theodor W. Adorno, Michel Foucault e Vladimir Safatle. Disso resulta o reconhecimento do papel central desempenhado pela alienação e pelo ódio às diferenças como estratégia de combate a ansiedades e medos propositalmente projetados em indivíduos e grupos dissidentes investidos de um poder fantasmagórico de destruição.
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