Medicina tradicional e neurologia na China: reflexões para o sistema de saúde público brasileiro

Autores

  • Gislaine Cristina Abe Universidade Federal de São Paulo - Unifesp https://orcid.org/0000-0002-1561-2208
  • Paulo Eduardo Ramos Universidade Federal de São Paulo - Unifesp
  • Bruna Terumi Sato Yonamine Universidade Federal de São Paulo - Unifesp
  • Fernando Davino Alves Beijin University of Chinese Medicine
  • Tao Tan Tianjin University of Traditional Chinese Medicine
  • Acary Souza Bulle Oliveira Universidade Federal de São Paulo - Unifesp

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2019.v27.9653

Palavras-chave:

medicina tradicional chinesa, medicina integrative, China, neurologia, acupuntura

Resumo

Introdução. A medicina Tradicional chinesa foi incluída no Sistema Único de Saúde brasileiro, e no setor de investigação de doenças neuromusculares da Unifesp, sendo objeto de pesquisas desde 2003. Atualmente, a China integra a medicina ocidental e chinesa, incluindo em neurologia. Objetivo. Descrever o sistema de saúde chinês; a medicina integrativa (medicina tradicional chinesa e ocidental) e a neurologia na China, bem como o processo de formação profissional em medicina. Método. revisão de literatura com as palavras-chave: China, saúde pública, medicina tradicional, medicina chinesa, medicina integrativa, neurologia, em português, espanhol, inglês, nas bases Pubmed, Cochrane, Lilacs, Google scholar, entre 2002-2018. Resultados. Foram selecionados 34 artigos sobre o saúde pública, medicina integrada e processo de formação em medicina, e neurologia na China. A medicina chinesa vem sofrendo grandes modificações, com ocidentalização iniciada em 1917. A medicina integrada na China busca desenvolvimento técnico-científico em universidades, financiada pelo governo. A formação médica, incluindo de neurologistas, está sendo padronizada, seguindo modelos internacionais. Conclusão. A medicina integrada na China tem características especiais, e segue em desenvolvimento. A ocidentalização das pesquisas no pais aumentará o intercâmbio entre o Oriente e Ocidente, ampliando e abrindo perspectivas no campo científico.

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Biografia do Autor

Gislaine Cristina Abe, Universidade Federal de São Paulo - Unifesp

Neurologista infantil, acupunturista, mestre em Ciências da Saúde pelo Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo.

Paulo Eduardo Ramos, Universidade Federal de São Paulo - Unifesp

Fisioterapeuta, doutor em Ciências da Saúde pelo Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo em parceria com a Tianjin University of Traditional Chinese Medicine, Tianjin, China

Bruna Terumi Sato Yonamine, Universidade Federal de São Paulo - Unifesp

Fisioterapeuta, especialista em Intervenção Interdisciplinar nas Doenças Neuromusculares pelo Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo.

Fernando Davino Alves, Beijin University of Chinese Medicine

Mestre em Ciências da Saúde pela Beijing University of Chinese Medicine em parceria com a China Academy of Chinese Medical Sciences, Beijing, China

Tao Tan, Tianjin University of Traditional Chinese Medicine

Doutor em Ciências da Saúde pela Tianjin University of Traditional Chinese Medicine, Tianjin, China

Acary Souza Bulle Oliveira, Universidade Federal de São Paulo - Unifesp

Neurologista, doutor em Neurologia / Neurociências pela Universidade Federal de São Paulo e Pós-doutorado pela Columbia University.

 

Referências

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https://doi.org/10.1016/j.puhe.2010.10.008

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Publicado

2019-12-26

Como Citar

Abe, G. C., Ramos, P. E., Yonamine, B. T. S., Alves, F. D., Tan, T., & Oliveira, A. S. B. (2019). Medicina tradicional e neurologia na China: reflexões para o sistema de saúde público brasileiro. Revista Neurociências, 27, 1–33. https://doi.org/10.34024/rnc.2019.v27.9653

Edição

Seção

Artigos de Revisão
##plugins.generic.dates.received## 2019-08-21
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##plugins.generic.dates.published## 2019-12-26

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