Fatores que influenciam o prognóstico deambulatório nos diferentes níveis de lesão da mielomeningocele

Autores

  • Ramos FS Fisioterapeutas
  • Macedo LK Fisioterapeutas
  • Scarlato A Supervisores de estágio em neuropediatria do Centro Universitário São Camilo
  • Herrera G Supervisores de estágio em neuropediatria do Centro Universitário São Camilo

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2005.v13.8832

Palavras-chave:

Mielomeningocele, Espinha Bífida, Fisioterapia, Marcha

Resumo

Objetivo: determinar quais fatores influenciam o prognóstico deambulatório nos diferentes níveis de lesão da mielomeningocele, adicionando informações relevantes para a conduta fisioterapêutica. Metodologia: revisão bibliográfica através de livros do acervo da biblioteca do Centro Universitário São Camilo e artigos científicos pesquisados pelas bases de dados Medline e Lilacs, compreendendo o período de 1966 à 2004. Discussão: níveis de lesão, alterações ortopédicas, idade, motivação familiar, déficit de equilíbrio, alterações cognitivas, tratamento fisioterapêutico, dentre outros fatores, são citados na literatura como positivos ou negativos no prognóstico deambulatório dos pacientes com mielomeningocele; embora nenhum artigo tenha citados todos os fatores. Conclusão: há consenso na literatura sobre a influência dos níveis de lesão e das alterações ortopédicas sobre a deambulação. Embora havendo discordância na literatura, os demais fatores são de suma importância no estabelecimento do prognóstico deambulatório para os pacientes com mielomeningocele.

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Publicado

2005-06-30

Como Citar

FS, R., LK, M., A, S., & G, H. (2005). Fatores que influenciam o prognóstico deambulatório nos diferentes níveis de lesão da mielomeningocele. Revista Neurociências, 13(2), 80–86. https://doi.org/10.34024/rnc.2005.v13.8832

Edição

Seção

Artigos Originais
Recebido: 2019-02-06
Publicado: 2005-06-30