Condutas Fisioterapêuticas na Amiotrofia Monomélica Benigna

Relato de Caso

Autores

  • Marco Orsini Graduando em Medicina, Doutorando em Neurologia na Universidade Federal Fluminense - UFF, Professor Titular da Escola Superior de Ensino Helena Antipoff - ESEHA, Niterói-RJ, Brasil
  • Marcos RG de Freitas Neurologista, Doutor, Professor Titular e Chefe do Serviço de Neurologia da UFF, Niterói-RJ, Brasil.
  • Mariana Pimentel Mello Fisioterapeuta, Programa de Iniciação Científica da UFF, Niterói-RJ, Brasil
  • Carlos Henrique Melo Reis Neurologista, Doutorando em Neurologia na Universidade Federal Fluminense – UFF, Niterói-RJ, Brasil
  • Júlia Fernandes Eigenheer Graduanda em Medicina - Universidade do Grande Rio – UNIGRANRIO, Rio de Janeiro-RJ, Brasil
  • Ana Cristina Branco Fisioterapeuta, Escola Superior de Ensino Helena Antipoff – ESEHA, Niterói-RJ, Brasil
  • Osvaldo JM Nascimento Neurologista, Doutor, Professor Titular e Coordenador da Pós-Graduação em Neurologia da UFF, Niterói-RJ, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2010.v18.8494

Palavras-chave:

Doenças Neuromusculares, Fisioterapia, Reabilitação

Resumo

Introdução. Amiotrofia Monomélica (AM) é uma desordem benigna do neurônio motor, que afeta particularmente adultos jovens, ainda de causa desconhecida. Geralmente é considerada “benigna” e não progressiva, devido estabilizar-se após cinco anos do inicío. Comumente, após o diagnóstico clínico muitos pacientes procuram os serviços de reabilitação física para um melhor gerenciamento das sequelas mio-articulares oriundas do comprometimento das células do corno anterior da medula espinhal. Método. Relatamos o caso de um paciente, 22 anos, que há aproximadamente 11 anos começou a apresentar paresia associada a amiotrofia no membro superior direito e sugerimos, com base na literatura vigente, possíveis estratégias reabilitativas para o controle das complicações secundárias. Conclusão. Os profissionais envolvidos na reabilitação física devem atentar para os riscos de uma demanda metabólica intensa nas unidades motoras remanescentes, algumas vezes, provocada pelo ”overuse”.

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Publicado

2010-06-30

Como Citar

Orsini, M., de Freitas, M. R., Mello, M. P., Reis, C. H. M., Eigenheer, J. F., Branco, A. C., & Nascimento, O. J. (2010). Condutas Fisioterapêuticas na Amiotrofia Monomélica Benigna: Relato de Caso. Revista Neurociências, 18(2), 156–160. https://doi.org/10.34024/rnc.2010.v18.8494

Edição

Seção

Relato de Caso

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