Correlação entre função motora, equilíbrio e força respiratória pós Acidente Vascular Cerebral

Autores

  • Sandra Maria Alvarenga Anti Pompeu Fisioterapeuta, Especialista e Professora do Centro Universitário São Camilo, São Paulo-SP, Brasil.
  • José Eduardo Pompeu Fisioterapeuta, Mestre e Professor do Centro Universitário São Camilo, São Paulo-SP, Brasil.
  • Mônica Rosa Fisioterapeuta, Graduada no Centro Universitário São Camilo, São PauloSP, Brasil.
  • Michelle Rodrigues da Silva Fisioterapeuta, Graduada no Centro Universitário São Camilo, São PauloSP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.34024/rnc.2011.v19.8324

Palavras-chave:

Acidente Vascular Cerebral, Equilíbrio Postural, Força Muscular

Resumo

Indivíduos com diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral (AVC) apresentam comprometimento dos movimentos voluntários, espasticidade e perda da atividade seletiva dos músculos responsáveis pelo controle do tronco. Nestes pacientes é verificada dificuldade no alinhamento corporal com consequente redução do equilíbrio, compensações e perda de independência funcional. O tronco associa-se também a função respiratória, já que a expansibilidade e excursão diafragmática dependem da ação de músculos axiais. Objetivo. verificar se déficits no controle de tronco correlaciona-se com desempenho funcional, equilíbrio e comprometimento respiratório em indivíduos após AVC. Método. trata-se de um estudo transversal realizado no PROMOVE São Camilo. Foram avaliados 15 pacientes com AVC através das escalas de Comprometimento do Tronco (ECT), Medida de Independência Funcional (MIF), Equilíbrio de Berg (EEB) e medidas de força muscular respiratória. Resultados. Foi observada correlação estatisticamente significante entre as escalas BERG e ECT (r=0,57; p=0,02), BERG e MIF (r=0,64; p=0,0098), MIF e ECT (r= 0,58; p=0,02). Entretanto, não foi verificada correlação entre as medidas de força respiratória e as escalas de avaliação. Conclusão. Houve correlação entre controle de tronco, desempenho funcional e equilíbrio em pacientes com AVC, porém estes indivíduos podem utilizar estratégias compensatórias para manter a função respiratória apesar da instabilidade proximal.

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Publicado

2011-12-31

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