Chamada para dossiê Foucault, 100 anos (1926-2026) - Foucault e a Filosofia
Foucault, 100 anos (1926-2026) : Foucault e a Filosofia
Organizadores:
Ernani Pinheiro Chaves
Silvio Rosa
Henry Burnett
Submissão de artigos e resenhas até 30 de Setembro de 2026 pelo site da Limiar e por e-mail:
Site: https://periodicos.unifesp.br/index.php/limiar/about/submissions
ernanic6057@gmail.com
silvio.rosa@unifesp.br
henry.burnett@unifesp.br
A recepção de Foucault no Brasil é marcada por uma espécie de pluralismo, efeito direto do tipo de filosofia que praticou, ou seja, um pensamento que se alimentou de diversos campos de conhecimento. Por isso, é lido, estudado, discutido e debatido, não apenas na Filosofia, mas também na Psicologia, na Psicanálise, na História, nas Ciências Sociais, na Letras, na Comunicação, na Educação, entre outros.
Entretanto, o objetivo desse dossiê, para relembrar os seus 100 anos de nascimento, é retomar suas relações com a Filosofia como o centro de um debate, de uma discussão que tem se alimentado nas últimas décadas pela publicação conjunta de suas entrevistas, conferências, artigos, resenhas, que se encontravam dispersos (os Dits et écrits, 1994), dos seus cursos no Collège de France, desde 1997 e, mais recentemente, de seus “inéditos”, que incluem, por exemplo, desde seu trabalho de conclusão do curso de graduação, sobre Hegel, dos seus inúmeros cursos sobre Nietzsche ou ainda dois livros, As confissões da carne, o quarto volume da História da sexualidade e O discurso filosófico, escrito na sequencia de As palavras e as coisas. Por isso, do ponto de vista da obra, Foucault continua um filósofo mais vivo que nunca, o que deixa sempre seus intérpretes cautelosos em afirmar isso ou aquele sobre ele, com o risco de ver um novo “inédito” colocar em questão certezas reiteradas.
Além disso, é chegada a hora de considerar que debates nos quais Foucault foi envolvido pelas interpretações que fizeram dele – “pós-moderno”, “pós-estruturalista”, “filósofo da diferença” ou então o “representante da ideologia francesa” – pertencem muito mais a um capítulo de nossa história da filosofia contemporânea, do que para qualificar sua obra, seu pensamento. E, para isso, nada melhor, nos parece, do que retomar o seu intenso diálogo com o pensamento filosófico desde os gregos, assim como a repercussão de seu pensamento em alguns filósofos e filósofas atuais, o que significa levar em consideração os seus desdobramentos de sua filosofia nos debates sobre o decolonial, o racismo, o gênero.
Eixos temáticos:
- Foucault e os antigos
- Foucault e as filosofias helenísticas
- Foucault e o pensamento cristão dos primeiros séculos.
- Foucault e Descartes
- Foucault e Hobbes
- Foucault e o Iluminismo Francês
- Foucault e Kant
- Foucault e Marx
- Foucault e Nietzsche
- Foucault e a Fenomenologia
- Judith Butler e Foucault
- Giorgio Agamben e Foucault
- Roberto Esposito e Foucault
- Achille Mbembe e Foucault
- Pensamento Latino-Americano e Foucault
