O passado pré-islâmico em al-Andalus: a recepção da Antiguidade e a legitimação do poder omíada nos séculos VIII-X

Autores

  • Jorge Elices Ocón Universidade Federal de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.31669/herodoto.v3n2.24

Palavras-chave:

Al-Andalus, recepção, reutilização, estátuas, califado de Córdoba, legitimação.

Resumo

Tradicionalmente se considerou que as sociedades islâmicas não tiveram nenhum
tipo de interesse por conhecer ou preservar a Antiguidade. Minha contribuição
assinala a necessidade de reconsiderar este paradigma. Para isso, analiso um caso
particular, que foi o tema de minha tese de doutorado: a recepção da Antiguidade
sob o domínio muçulmano na Península Ibérica ou al-Andalus, durante os primeiros
séculos (VIII-X d.C.). Este artigo assinala que al-Andalus constitui um cenário
único para os estudos de recepção. Revela a existência de uma profunda e
inovadora reflexão sobre o passado, que abarca vários aspectos. Por um lado,
uma interpretação impressionante das estátuas clássicas, que deixam de serem
consideradas ídolos pagãos para serem vistas como talismãs e protetoras de uma
cidade ou comunidade. Por outro lado, a apropriação e reelaboração do passado
pelos cronistas árabes, com fins políticos e de legitimação.

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Biografia do Autor

Jorge Elices Ocón, Universidade Federal de São Paulo

Doutor em Estudios del Mundo Antiguo - Universidad Autónoma de Madrid (2017); Pós-doutorando - Universidade Federal de São Paulo.

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Publicado

2019-01-30

Como Citar

Ocón, J. E. (2019). O passado pré-islâmico em al-Andalus: a recepção da Antiguidade e a legitimação do poder omíada nos séculos VIII-X. Heródoto: Revista Do Grupo De Estudos E Pesquisas Sobre a Antiguidade Clássica E Suas Conexões Afro-asiáticas, 3(2), 288–302. https://doi.org/10.31669/herodoto.v3n2.24