Erotic mirrors. Eroticism in the mirror. An iconography of love in ancient Greece (fifth to fourth century B.C.)

  • Fábio Vergara Cerqueira Federal University of Pelotas

Resumo

This text consists of an interpretive essay about the meaning(s) of the “mirror” as an object in Mainland and Aegean Greece (in contrast to Western/Colonial Greece), based on iconography. I take into consideration two distinct repertoires of images: the paintings of Attic vases (late sixth – early fourth century B.C.) and the figurative decoration on the mirrors themselves, in relief or engraved (late fifth – early third century B.C.). The central focus of the analysis is the iconography registered on mirrors produced in the four main manufacturing centers of Greece (Athens, Corinth, Chalcis, Ionia). Greeks produced three types of mirrors between Late Archaic and Early Hellenistic times: hand-mirrors with handle, table mirrors with stand, and round box mirrors, the latter being the most important to this study. Box mirrors may bear iconography on their folding cover, in relief on the external surface (repoussé) or engraved on the interior surface. In contrast to the iconography of the vases of Magna Graecia, in which the mystic component stands out from the other symbolic aspects, in the case of the iconography of Greek mirrors erotic symbolism and the relation with the goddess Aphrodite predominate. This goddess protects all categories of women (hetaerae and "citizen-women", married or brides) and all modalities of eroticism. Under the auspices of love and desire, the symbolic power of the mirror can be related to an inclusive eroticism, which unites, that which society separates.

Biografia do Autor

Fábio Vergara Cerqueira, Federal University of Pelotas
Professor Titular do Departamento de História da Universidade Federal de Pelotas. Bolsista Produtividade CNPq em Arqueologia. Pesquisador Visitante na Universidade de Heidelberg - Instituto de Arqueologia Clássica. Bolsista Fundação Humboldt/Alemanha - modalidade Pesquisador Experiente - Arqueologia Clássica (2014-2017) e integrante da diretoria do Clube Humboldt do Brasil. Graduou-se no curso de Licenciatura em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1989) e concluiu doutorado em Antropologia Social, com concentração em Arqueologia Clássica, pela Universidade de São Paulo (2001). . Coordenador do Programa de Pós-Graduação em História da UFPel (2015-2017). Leciona nos cursos de História Licenciatura e Bacharelado, Antropologia/Arqueologia Bacharelado. Entre 2006 e 2009, professor do Mestrado em Ciências Sociais. Desde 2007, professor permanente do Programa de Doutorado e Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural, e, desde 2009, do Mestrado em História. Nesta universidade, foi diretor do Instituto de Ciências Humanas por dois mandatos (2002-2010), coordenador do Curso de História (2000-2002), coordenador do Laboratório de Antropologia e Arqueologia (2001-2012) e do Museu Etnográfico da Colônia Maciel (desde 2006), integrando ainda a coordenação do Laboratório de Estudos da Cerâmica Antiga (desde 2011) e do Circuito de Museus Étnicos (desde 2008). Foi Presidente (2001-2003) e Vice-Presidente (2004-2005) da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos, tendo sido Presidente do V Congresso da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC), realizado em 2003. Foi coordenador nacional do GT de História Antiga da Associação Nacional de História (ANPUH) entre 2007 e 2008. Integra os conselhos editoriais dos seguintes periódicos: Dimensões. Revista de História (UFES); Metis (UCS); Cadernos do LEPAARQ. Textos de Antropologia, Arqueologia e Patrimônio (UFPEL); Justiça & História (Tribunal de Justiça do RS); Memória em Rede (UFPel); Patrimônio e Memória (UNESP); Plêthos (UFF); Romanitas (UFES) e Classica. Revista da SBEC. Experiência na área de História, ênfase em Arqueologia Histórica e Arqueologia Clássica, atuando principalmente nos seguintes temas: música, arqueologia, antiguidade clássica, história antiga e iconografia. Dedica-se ainda às áreas de Memória Social e Patrimônio Cultural, bem como à gestão museológica. Pesquisou junto a instituições estrangeiras, tais como Centre Jean Bérard / École française de Rome - Nápoles e École française d'Athènes.
Publicado
2018-03-24
Como Citar
Cerqueira, F. V. (2018). Erotic mirrors. Eroticism in the mirror. An iconography of love in ancient Greece (fifth to fourth century B.C.). Heródoto: Revista Do Grupo De Estudos E Pesquisas Sobre a Antiguidade Clássica E Suas Conexões Afro-asiáticas, 3(1), 153-187. https://doi.org/10.31669/herodoto.v3i1.344