“Saia a dilatar-se pelo universo esta campanha há pouco tempo de Marte, e agora de Apolo”: licenças e aprovações do gênero histórico no tempo da Restauração Portuguesa
DOI:
https://doi.org/10.34024/fontes.2025.v12.21021Palavras-chave:
Paratexto, Licença, Restauração portuguesa, CensuraResumo
O artigo propõe analisar as licenças, aprovações e alguns outros elementos paratextuais preambulares de duas obras impressas no contexto da Restauração Portuguesa: a licença feita por Jerônimo Baía à Campanha de Portugal pella província do Alentejo na Primavera do ano de 1663, de D. Antônio Álvares da Cunha, que, por sua vez, foi responsável pela “Aprovaçam” à História de Portugal Restaurado, de D. Luís de Menezes, conde da Ericeira. O objetivo é evidenciar o papel das licenças e autorizações não só como mecanismos de controle da produção impressa, mas também como dispositivos poético-retóricos e teológico-políticos que atribuíam autoridade (auctoritas) às obras ao mostrarem que elas estavam de acordo com a preceptiva do gênero, que, no caso aqui estudado, é o histórico.
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