Arquivos indomesticados e o corpo na obra de Albertina Carri

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34024/z60tm543

Palavras-chave:

cinema de mulheres, Albertina Carri, arquivo, reemprego, cinema queer

Resumo

Este artigo propõe uma visada transversal sobre a obra de Albertina Carri, centrada em seu engajamento com os arquivos audiovisuais, notável nos filmes Restos (2010), Pets (2012) e Cuatreros (2016). Um olhar orientado para as práticas de reemprego audiovisual permite articular de maneira inovadora a obra de Carri, reunindo sua preocupação com a memória política nacional, por um lado, e com o gênero e a sexualidade, por outro. A figura e temática do corpo assumem especial relevo nessas obras, seja em sua lida com a morte, com a maternidade ou com o sexo, ou na noção do próprio filme como uma mídia física, corpórea e, portanto, finita. Os filmes são analisados em relação a sua elaboração dos processos políticos, sociais e culturais de domesticação dos corpos. A noção de arquivos indomesticados é então mobilizada como uma forma de insubordinação frente a processos herdados de memória.

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Biografia do Autor

  • Clara Bastos, Universidade de São Paulo

    Clara Bastos é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da Universidade de São Paulo (PPGMPA-USP), com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Realizou período sanduíche na Université Sorbonne Nouvelle com bolsa BEPE-FAPESP entre 2024 e 2025. É mestre pelo PPGMPA-USP e bacharel em Audiovisual pela mesma instituição. Desde 2018, integra o grupo de pesquisa do Laboratório de Investigação e Crítica Audiovisual (LAICA). Atua também como montadora de cinema e televisão.

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Publicado

2026-10-28

Declaração de Disponibilidade de Dados

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Edição

Seção

Dossiê Temático

Como Citar

Bastos, C. (2026). Arquivos indomesticados e o corpo na obra de Albertina Carri. Imagem: Revista De História Da Arte, 8(1), e22945. https://doi.org/10.34024/z60tm543
Recebido 2026-09-01
Aceito 2026-09-29
Publicado 2026-10-28