Reinscrevendo o Visível nas Imagens de Mulheres Negras no Brasil Oitocentista

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34024/ykfpb685

Palavras-chave:

fotografia, arquivo, mulheres negras, Memória, visualidade colonial

Resumo

O artigo elabora uma releitura crítica da fotografia Pilagem do Café (Victor Frond, 1861) a partir da obra Parede da Memória (Rosana Paulino, 1994), deslocando o olhar da representação funcional do trabalho escravizado para as experiências silenciadas de maternidade, afeto e família negra. A obra de Paulino é utilizada como dispositivo teórico-metodológico que opera uma reconfiguração da visualidade negra em relicário de memória afetiva. A análise aborda como a visualidade oitocentista fixou corpos negros em categorias de domesticidade, apagando subjetividades e vínculos afetivos, em especial no caso das amas de leite, cuja visibilidade nos álbuns familiares contrasta com a negação de seus próprios laços maternos. Mobilizando autoras como Azoulay, Hartman e Spillers discute-se como a reinscrição do visível, inspirada no gesto de Paulino, constitui um exercício de desaprendizagem da fotografia colonial e uma aposta na memória insurgente como reparação estética e política.

 

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Biografia do Autor

  • Dayse Euzébio de Oliveira, UFPE

     Doutora em Comunicação pelo PPGCOM - UFPE. Graduada em Comunicação Social - UFPB e Mestre em Arte Visuais pelo PPGAV -UFPE. Fotógrafa e pesquisadora na área da fotografia e artes visuais.

Referências

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Publicado

2026-10-15

Edição

Seção

Dossiê Temático

Como Citar

Euzébio de Oliveira, D. (2026). Reinscrevendo o Visível nas Imagens de Mulheres Negras no Brasil Oitocentista. Imagem: Revista De História Da Arte, 8(1), e22938. https://doi.org/10.34024/ykfpb685
Recebido 2026-09-01
Aceito 2026-10-13
Publicado 2026-10-15