Exílio clerical e redes de comunicação na África vândala
O caso de Fulgêncio de Ruspe
DOI:
https://doi.org/10.34024/herodoto.2023.v8.20015Parole chiave:
Redes de Comunicação, Exílio clerical, Antiguidade Tardia, África Vândala, Fulgêncio de RuspeAbstract
O presente artigo é uma discussão sobre os efeitos do exílio clerical sobre as redes de comunicação dos clérigos exilados na África Vândala. O artigo desenvolve um estudo de caso sobre um clérigo exilado pelo rei vândalo Trasamundo no final do ano de 508 ou início de 509, Fulgêncio de Ruspe, por meio de suas cartas, tratados, bem como de uma biografia sobre ele escrita por um de seus discípulos depois de sua morte, em 533. O problema que orienta o estudo consiste em indagar os diversos fatores que auxiliaram o aprofundamento e a expansão dos contatos de Fulgêncio com interlocutores importantes de localidades diversas do Mediterrâneo no exílio. Argumenta-se que a expansão das redes de comunicação de Fulgêncio no exílio dependeram de seus recursos sociais prévios, derivados de sua pertença a uma família de origens senatoriais, de relações diplomáticas entre Igrejas de localidades distintas, bem como de sua capacidade de aproveitar numerosas oportunidades concretas de comunicação que foram abertas a ele a partir de situações específicas.
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