Seria Heliogábalo uma mulher trans?

Considerações a partir da reclassificação de uma moeda romana por um museu inglês

Autores/as

  • Semíramis Corsi Silva Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.34024/herodoto.2025.v10.22697

Palabras clave:

Heliogábalo, Imperadores romanos, Estudos de gênero, Teoria queer

Resumen

Em 2023, reportagens noticiaram a decisão do Museu de North Hertfordshire, na Inglaterra, de expor uma moeda do imperador romano conhecido como Heliogábalo juntamente com outros itens de seu acervo LGBTQIA+. A decisão fundamentou-se na interpretação de que Heliogábalo seria, na realidade, uma mulher transgênero. Desde 2015, venho desenvolvendo pesquisas sobre Heliogábalo e levantando hipóteses sobre suas práticas. A partir da repercussão midiática envolvendo a curadoria do referido museu, considerei pertinente sistematizar minhas reflexões e dialogar com a decisão do museu, o que constitui o objetivo central deste artigo. Além disso, trago algumas reflexões novas sobre possibilidades de leitura da relação das práticas religiosas do imperador com questões sobre corpo e sexo. Por fim, exploro as potencialidades e limites de uma leitura queer de Heliogábalo.

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Biografía del autor/a

  • Semíramis Corsi Silva, Universidade Federal de Uberlândia

    Professora Associada do Instituto de História da Universidade Federal de Uberlândia - UFU e do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Possui Doutorado (2014), Mestrado (2006) e Graduação (2003) em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP/Franca. Foi bolsista CAPES durante o mestrado e o doutorado. Realizou estágio de doutorado na Universidad de Salamanca, Espanha, sob supervisão da Profa. Dra. María José Hidalgo de la Vega (com bolsa do Programa de doutorado sanduíche no exterior - PDSE, CAPES). Também realizou estágio de pesquisa na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris - EHESS - Centre ANHIMA, sob a supervisão do Prof. Dr. Jean-Michel Carrié. Pesquisadora do Grupo do Laboratório de Estudos sobre o Império Romano (G.LEIR - UNESP/Franca), do Núcleo de Estudos Antigos e Medievais (NEAM/UNESP), do Laboratório de Estudos Interdisciplinares da Antiguidade (ATRIVM-UFMS), do Grupo Ensino de História (UNICAMP) e pesquisadora e coordenadora do Grupo de Estudos sobre o Mundo Antigo Mediterrânico (GEMAM). Desde junho de 2026, coordena também o Laboratório de Ensino e Aprendizagem em História (LEAH) da UFU. Membro da Asociación ARYS - Antigüedad, Religiones y Sociedades (Espanha), do Messalinas - Grupo de Estudos sobre Gênero e Sexualidade na Antiguidade, da Sociedade Brasileira de Retórica (SBR) e da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC). É Editora associada (área de História Antiga) da Revista Archai e Membro do Conselho de redação da Revista Arys (Espanha). Atualmente desenvolve pesquisa sobre o governo e as representações negativas do imperador Heliogábalo (218-222) e temas que interseccionam religiosidade e gênero no contexto imperial romano. Possui experiência na área de História, com ênfase em História Antiga, pesquisando principalmente os seguintes temas: Magia, Religiosidades e Poder no Império Romano; Identidades, barbaridades, fronteiras e integração no Império Romano; Usos dos prazeres, Eunucos, Gênero e Poder no Império Romano; Heliogábalo e a Dinastia dos Severos, Deusa Cibele (Magna Mater) e os galli. (Texto informado pelo autor)

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Publicado

2026-07-26

Número

Sección

Dossiê / Dossier

Cómo citar

Seria Heliogábalo uma mulher trans? : Considerações a partir da reclassificação de uma moeda romana por um museu inglês. (2026). Heródoto: Revista Do Grupo De Estudos E Pesquisas Sobre a Antiguidade Clássica E Suas Conexões Afro-asiáticas, 10(2), 113-138. https://doi.org/10.34024/herodoto.2025.v10.22697