Por uma psicanálise não identitária cultura, corporeidade e a experiência como território
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Resumen
O artigo investiga a relação entre psicanálise, cultura, corporeidade e território a partir de uma crítica à pretensão de universalidade que atravessa a episteme moderna. Parte-se da hipótese de que a noção de cultura mobilizada pela psicanálise, embora frequentemente apresentada como subversiva, permanece vinculada a uma gramática que desterritorializa o sujeito e desconsidera sua inscrição corporal e situada. Em diálogo com perspectivas críticas e com contribuições da antropologia e da filosofia, o texto propõe um deslocamento da noção de cultura como instância normativa para compreendê-la como dimensão da experiência, indissociável da corporeidade. Nesse contexto, introduz-se o conceito de território de experiência como operador teórico-clínico que permite recolocar a psicanálise a partir de sua inscrição em práticas situadas e formas de vida compartilhadas. Tal deslocamento não implica a recusa da tradição europeia, mas a problematização de seus efeitos universalizantes, abrindo espaço para pensar a experiência analítica como prática territorializada.
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