Três poemas de Friedrich Schiller

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André Carone

Résumé

Figura decisiva na história da literatura alemã, Johann Christoph Friedrich Schiller legou uma obra multifacetada como dramaturgo, contista, poeta, filósofo e investigador da natureza da obra de arte e dos sentimentos estéticos. Esta obra acompanha igualmente a transição que parte do movimento “Tempestade e Ímpeto” (Sturm und Drang), na década de 1770, rumo ao chamado classicismo de Weimar. Pertencem a este segundo período os três poemas que são apresentados aqui em uma nova tradução para o português: “A dança” (Der Tanz) e “A imagem sob o béu em Saïs” (Das verschleierte Bild zu Saïs), publicados em 1795, e “O mergulhador” (Der Taucher), em 1797. De forma explícita ou velada, questões filosóficas atravessam todos estes poemas. A existência e os riscos do conhecimento absoluto estão no cerne do poema sobre a imagem na cidade egípcia de Saïs. O poema precede o fragmento de Novalis “Os aprendizes em Saïs” (Die Lehrlinge zu Saïs) que seria redigido dois anos depois. A balada “O mergulhador” associa a força e a violência da natureza ao uso cruel e despótico do poder, enquanto “A dança” entrelaça os elementos ideais e sensíveis ao vincular a concepção do absoluto à mudança contínua e à negação da estabilidade. A forma singular e surpreendente de sua expressão guarda uma relação direta com as ambições e os propósitos estéticos do poeta.

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Rubrique

Literários

Biographie de l'auteur

André Carone, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de São Paulo. Doutor em filosofia pela Universidade Federal de São Carlos e tradutor, conduz pesquisas sobre as relações entre filosofia e psicanálise.

Comment citer

Três poemas de Friedrich Schiller. EXILIUM Revue d’Études de la Contemporanéité, [S. l.], v. 5, n. 9, p. 131–143, 2024. DOI: 10.34024/exilium.v5i9.19821. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/exilium/article/view/19821. Acesso em: 24 sept. 2026.

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