White Male Mirror a clínica do eu colonizado

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Aline Souza Martins

Resumo

Este artigo investiga os efeitos do colonialismo na constituição subjetiva, tomando como eixo a formação do eu, os processos de identificação e as relações de reconhecimento. Parte-se da hipótese de que o sujeito se constitui em um campo simbólico atravessado por normas sociais, raciais, sexuais, territoriais e econômicas, de modo que a experiência clínica não pode ser dissociada das estruturas históricas de dominação. O texto propõe a noção de clínica do eu colonizado para pensar como o sofrimento psíquico pode ser produzido e atualizado por fantasias de universalidade, branquitude e patriarcado. A partir de um percurso teórico-clínico, discute-se a relação entre identificação, trauma coletivo, desejo e possibilidade de invenção subjetiva. A análise de um caso clínico-político permite mostrar como o mal-estar colonial incide sobre o corpo, o desejo e os vínculos, mas também como a escuta analítica pode sustentar deslocamentos, formas de agência e novas possibilidades de inscrição simbólica. Defende-se, assim, uma psicanálise crítica, atenta às relações entre inconsciente, história e poder.

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Seção

Dossiê

Biografia do Autor

Aline Souza Martins, Universidade de São Paulo

Psicanalista e professora do curso de Psicologia da Universidade de São Paulo. Doutora e mestra em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo e graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Coordenadora do Psopol e membra do Gepef.

Como Citar

White Male Mirror: a clínica do eu colonizado. EXILIUM Revista de Estudos da Contemporaneidade, [S. l.], v. 7, n. 12, p. 151–167, 2026. DOI: 10.34024/zz01gk08. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/exilium/article/view/22536. Acesso em: 24 set. 2026.

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